Assim que aquelas palavras saíram, Roberta quase perdeu as forças nas pernas, prestes a desabar no chão.
Ela cerrou os punhos e mordeu os lábios, tentando uma última cartada.
— Srta. Lucimar, eu sei que a sua família é poderosa, e eu já disse que não foi de propósito. Se você é tão rica assim, por que tem que ser tão cruel comigo por causa de um simples vestido? Para você, esse dinheiro não significa nada!
— Ah, pronto. Agora vai apelar para chantagem emocional? Realmente, eu tenho dezenas de vestidos como este. Mas isso não te dá o direito de estragar as minhas coisas e se fazer de vítima. O meu dinheiro não cai do céu, é meu. Se quebrou, tem que pagar! Vocês não concordam?
A multidão ao redor sabia muito bem de que lado a corda arrebentava. Claro que todos apoiaram Lucimar Silveira.
— Isso mesmo! Errou, tem que arcar com as consequências. Ninguém aqui engole teatrinho de coitada!
— Olha para ela, nem parece ser alguém miserável. Se fosse alguém realmente pobre, até daria para relevar.
— Mesmo que fosse pobre, chantagem emocional não é desculpa! Se a dona quiser perdoar, é bondade dela. Se não quiser, é o justo.
— Gente de família pequena é outra coisa mesmo. Fazer esse escândalo todo por causa de um vestidinho de oito dígitos.
Os comentários tornaram-se cada vez mais altos e cruéis.
Roberta não tinha mais cara para ficar ali.
Ela cobriu o rosto com as mãos e saiu correndo do salão, chorando de forma humilhante.
Enquanto isso, Bianca e Helena assistiam a tudo de camarote, se divertindo com o show.
— Pelo visto, eu nem preciso te contar as fofocas. O barraco ao vivo foi bem servido, né? — perguntou Bianca.
— Sim, essa fofoca de hoje estava deliciosa.
— Aliás, essa Roberta não é sua prima? Você não ia lá ajudar?

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