Roberta ficou zonza com o golpe.
— Por... Por que você me bateu?!
Ela sabia muito bem que os convidados dali eram a elite intocável da Cidade Capital. Não se podia ofender qualquer um.
Por isso, mesmo levando um tapa, sua pergunta saiu mais assustada do que indignada.
— Eu bati porque você merece! É cega, por acaso?
— Me desculpe, eu não fiz por mal. Eu não sabia que você estava logo atrás de mim, então...
— Então a culpa é minha?
— Não, não foi isso que eu quis dizer! Senhorita, quanto custa o seu vestido? Eu posso pagar por ele!
— Pagar? Você tem como pagar? Esse vestido é uma peça exclusiva da Aurora, do LAX Studio. Custa oito dígitos! Acha mesmo que tem dinheiro para pagar?
Os olhos de Roberta quase saltaram das órbitas.
Ela não conseguia acreditar que o vestido de Lucimar Silveira valia na casa das dezenas de milhões!
Que tipo de família bilionária vestia oito dígitos assim, casualmente?
Ainda por cima, uma peça assinada por Aurora, do LAX Studio.
O barraco rapidamente chamou a atenção do salão inteiro.
As socialites adoravam assistir a uma confusão de camarote.
Quando Catarina viu que a encrencada era Roberta, um sorriso de satisfação maliciosa brotou em seus lábios.
Quem diria? A Roberta, que se achava superior e estava dando sermão minutos atrás, agora estava no meio de um incêndio!
Vendo a palidez no rosto da prima, Catarina fez questão de se aproximar para jogar mais lenha na fogueira.
— Roberta, dessa vez você cavou a própria cova. Você faz ideia de quem é a senhorita na sua frente?
— Q-Quem é?
— Ela é a herdeira do Grupo Silveira, a senhorita Lucimar Silveira. Você está morta!
O rosto de Roberta ficou com a cor de um papel. Ela devia ter pisado em cocô de cachorro antes de sair de casa.

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