Helena sentia que Tereza, sem dúvida, havia sido transferida para outro lugar.
Se verificassem as câmeras de segurança dos arredores, certamente descobririam.
Ela continuou a procurar nas gravações das câmeras próximas e finalmente encontrou a mulher e um homem saindo enquanto arrastavam uma mala.
— Tereza deve estar dentro daquela mala! — Disse Iran Alves.
— Exatamente, uma mala normal não deveria ser tão pesada, a menos que houvesse uma pessoa dentro!
Um terrível pressentimento apossou-se dos corações de ambos instantaneamente.
Se Tereza estava escondida naquela mala, o que eles planejavam fazer?
Seria uma desova de cadáver?
Será que Tereza já havia encontrado um fim trágico?
Afinal, se eram capazes de esconder um cadáver no freezer de casa, aquele homem e aquela mulher com certeza eram criminosos experientes.
Eles continuaram o rastreamento, observando o casal entrar em um carro.
No entanto, o veículo desapareceu gradualmente da cidade e, como havia poucas câmeras na periferia, perderam o rastro.
Quando Tereza acordou novamente, percebeu que estava em um barco.
Além dela, havia outras pessoas na embarcação, sendo dois homens e uma mulher.
— Onde estamos? — Perguntou Tereza.
Ela olhou ao redor e notou que pareciam estar navegando em um rio.
Seria aquilo um contrabando de pessoas?
— Soltem-me! Eu quero ir para casa! Soltem-me! Quanto dinheiro vocês querem? Eu posso pagar! Soltem-me!
— Cale a boca! — Um homem com uma cicatriz no rosto apontou uma pistola para a cabeça dela. — Se você gritar mais uma vez, juro que estouro os seus miolos.
Tereza sentiu um medo paralisante no coração.
O casal que a havia vendido já não estava mais lá, e agora ela enfrentava um homem diferente.
Além dele, havia outros capangas, todos servindo como seus guarda-costas.
Cada um deles segurava um fuzil e patrulhava os arredores com as armas em punho.
— Para onde vocês estão nos levando? — Perguntou Tereza.


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