— Qual é o problema? Você não concorda com as minhas ordens? Você não deseja entregar-se a mim?
— Não... não é isso, eu apenas achei o seu pedido muito repentino.
— Eu não vejo nada de repentino nisso. Ande logo, tire a sua roupa.
O choque desfigurou o rosto de Iolanda Peregrino com incredulidade.
— Tirar...
— Se você não tirar a roupa, vai me forçar a rasgá-la? Já que você insiste que me ama, precisa provar com ações. Se você for obediente hoje, eu juro que nos casaremos. Eu ignorarei até mesmo a Helena.
Iolanda Peregrino petrificou no lugar.
Ela jamais imaginou que ele estivesse falando sério.
Contudo, após a sua confissão falsa, era tarde demais para recuar.
Com os dedos trêmulos, ela removeu o casaco lentamente.
A regata fina que usava por baixo ficou exposta.
— Daniel, por que nós não vamos para um hotel? Eu estou nervosa em fazer isso dentro desta casa.
— O que está causando o seu nervosismo? Você sempre tentou me seduzir e atrair a minha atenção. Eu nunca vi você hesitar antes. Tire essa roupa agora.
O tom violento de Daniel fez o coração de Iolanda Peregrino estremecer.
Se ela soubesse as consequências, teria abandonado a atuação antes.
Se ela continuasse, restaria apenas com as roupas íntimas.
O seu corpo ficaria exposto aos olhos cruéis do homem.
A demora fez a paciência de Daniel evaporar.
— Esqueça. Afinal, você é uma garota cheia de pudor. Eu farei as honras.
Com um movimento selvagem, Daniel rasgou a regata dela pela metade.
— Ah! — Iolanda Peregrino gritou, aterrorizada.
Ela cruzou os braços contra o peito em uma tentativa fútil de se proteger.
— Não tenha medo, eu serei muito gentil.
Iolanda Peregrino apertou os olhos ao ver Daniel avançar como um predador.


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