— O que houve?
— Aquela casa me faz sentir sufocada.
— Para onde vamos agora?
Daniel teve uma ideia repentina.
— Vou te levar a um lugar.
Daniel e Helena pegaram um táxi e foram até um apartamento.
— Entre, este é um imóvel que comprei por fora, será nossa base secreta daqui para frente, o que acha?
Helena examinou o local; com mais de duzentos metros quadrados, era um apartamento enorme.
— Ótimo, já que você não quer voltar para a família Silveira, ficaremos aqui esta noite!
Daniel aproximou-se, soprando seu hálito quente no rosto dela.
— Então você também terá que ficar para me fazer companhia.
O rosto de Helena formigou com a proximidade.
O cheiro único de baunilha do homem, misturado ao aroma do álcool, era inexplicavelmente agradável.
— Tudo bem, eu fico. — Disse Helena.
— Mas vou ligar para meus pais antes, eles devem estar preocupados comigo.
Daniel falou suavemente: — Tudo bem, eu vou tomar um banho primeiro.
Ele caminhou em direção ao banheiro e logo se ouviu o som da água do chuveiro.
Helena ligou para dar satisfações, tranquilizando Rafael e Amanda.
Logo, Daniel terminou o banho e voltou para o quarto.
Helena entrou no exato momento, e Daniel cobriu-se apressadamente com a toalha.
— Helena, por que você não bateu na porta?
Helena curvou os lábios em um sorriso.
— Só tem nós dois nesta casa, para que bater?
— Mas eu sou um homem, afinal.
— Desde quando ficou tão tímido? O que eu ainda não vi nesse seu corpo?
Daniel ficou sem palavras.


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