Ela observara por muito tempo e sentia que havia algo errado.
— Como assim, nos conhecíamos? — Perguntou Helena, fingindo não entender.
— Você me disse que conseguiria conquistá-lo, mas tenho a sensação de que vocês já se conhecem!
Daniel entendeu imediatamente e disse com indiferença: — Não nos conhecemos. E o que isso tem a ver com você?
Lisa disse, inconformada: — Agora há pouco convidei você para beber e você recusou. Por que agora está bebendo com ela?
Daniel deu de ombros, demonstrando impotência: — Porque foi amor à primeira vista por esta senhorita.
Helena olhou para Lisa e disse: — Eu ganhei. Eu o conquistei! Esta noite, ele é meu!
Lisa disse furiosamente para Daniel: — Você tem péssimo gosto! Gostar dessa caipira!
Daniel retrucou: — Ela não é caipira, mas você, com certeza, é de domínio público!
Helena olhou para Lisa e exibiu um sorriso vitorioso.
— Estou furiosa! Um homem tão bom sendo levado por ela! — Lisa rangeu os dentes.
Ela não conseguia entender como ela, uma mestre na conquista, perdeu para uma caipira como Helena.
— Bela dama, lembra da nossa aposta? Está na hora de me chamar de Mestra. — Disse Helena, olhando para Lisa.
A expressão de Lisa ficou sombria. Ela não esperava que Helena realmente conseguisse!
— Eu... nós estávamos apenas brincando!
— Brincando? Já que você diz que foi brincadeira, que tal eu chamar a polícia para ver se é brincadeira mesmo?
Lisa disse com raiva: — Foi apenas uma piada, e você quer chamar a polícia? Que exagero. Acha que a polícia está desocupada para cuidar dessas coisas?
Helena sorriu. — A polícia pode não ter tempo para isso, mas aquela taça de vinho eu pedi para o garçom guardar. Se eu entregar à polícia para análise, acho que encontraremos algumas substâncias interessantes.
Lisa entrou em pânico instantaneamente.

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