— Tia, Helena não morreu. Parece que ela vai sobreviver.
— Que ódio. Achei que ela morreria; caso contrário, como aquele filho ingrato do Daniel desobedeceria tanto às ordens do pai?
Iolanda Peregrino baixou a cabeça, sabendo que Adriana estava furiosa, e achou melhor não dizer mais nada.
Seria ruim se Adriana descontasse a raiva nela.
O temperamento de Adriana sempre foi difícil.
Exceto com sua criada pessoal, Mira, e com Aquiles Silveira, ela não era muito amigável com mais ninguém.
Iolanda pensou que Adriana descontaria nela, mas, para sua surpresa, ela disse de repente:
— Iolanda, você precisa me dar orgulho! Com o Daniel, você tem que agarrar essa oportunidade. A posição de senhora da família Silveira não pode ser dada àquela garota!
— Sim, tia, eu vou tentar.
— Além disso, seu pai vai voltar. Você sabia?
Iolanda Peregrino ficou um pouco surpresa, mas manteve o rosto calmo.
Ela balançou a cabeça.
— Tia, eu não sabia.
Desde pequena, ela foi criada por Adriana. Quando tinha três anos, devido à frieza do pai, sua mãe ficou desesperada e pulou do alto de um prédio.
Desde então, ela perdeu a mãe.
E o pai nunca ligou para ela, talvez apenas por ela ser uma menina.
Foi Adriana quem, vendo sua situação lastimável e sentindo pena, a levou para a família Silveira e a criou.
Por isso, em seu coração, ela sempre considerou Adriana como sua mãe biológica.
Mas depois, ela não conseguia mais distinguir se Adriana realmente a amava ou apenas queria usá-la.
Se não fosse amor, por que a criaria desde pequena?
Gastou muito dinheiro ensinando-lhe artes e etiqueta, transformando-a em uma dama da sociedade.
Então, Iolanda Peregrino ficava confusa.

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