— Cale essa boca! Benjamim é apenas uma criança especial. Vocês não conseguem tolerar nem uma criança especial, são cruéis demais. Além do mais, Benjamim é da família! — Serena Mascarenhas Silveira repreendeu Patricia.
Patricia não esperava que Serena, sempre tão frágil e submissa, ousasse falar com ela daquele jeito.
Ela olhou involuntariamente para Xavier.
— Xavier, olhe só. Eu apenas dei uma sugestão e ela me chama de cruel. O que aconteceu agora foi visto por todos!
Xavier sentiu apenas dor de cabeça.
Embora não olhasse para Serena Mascarenhas Silveira, suas palavras foram dirigidas a ela.
— Parem de discutir. Eu lhe dou uma última chance: se não conseguir vigiá-lo direito, eu arranjarei alguém para fazer isso no seu lugar.
Serena Mascarenhas Silveira cambaleou, quase perdendo o equilíbrio.
A reunião de família estava encerrada.
—
De volta aos seus aposentos, Adriana lembrou-se da raiva que passara e atirou as xícaras da mesa no chão.
— Aquele filho ingrato! Se eu soubesse, não o teria tido!
Mira aproximou-se para consolar.
— Senhora, não fique assim. Não vale a pena adoecer de raiva. Na verdade, o que aconteceu hoje não é culpa do Sr. Daniel. O senhor Xavier sempre foi parcial com a segunda esposa e o filho dela, isso já era esperado.
— É verdade, ele só favorece aquela vadia da Patricia. Já que ele gosta tanto dela, por que se casou comigo? Arruinou a minha vida inteira! — Adriana sempre perdia o equilíbrio emocional ao pensar nisso.
A expressão de Mira ficou um pouco estranha. As coisas do passado...
Bem, melhor não pensar nisso. O que está feito, está feito.
— Senhora, o jovem mestre Pascoal chegou! — Mira sussurrou no ouvido de Adriana.
Aquiles Silveira e Iolanda Peregrino entraram juntos.



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