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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 618

Ele, por sua vez, pegou uma mecha do cabelo de Helena e começou a brincar, parecendo achar aquilo muito divertido.

Helena não demonstrou nojo, mesmo com ele estando sujo.

Quando era criança, ela já esteve mais suja do que ele, e seu mestre nunca a rejeitou.

Cerca de meia hora depois, finalmente houve movimento na porta.

— Policial, desculpe o incômodo. Onde ele está? — Perguntou a pessoa que acabara de chegar.

— Está ali dentro. Leve-o logo e tente vigiá-lo melhor da próxima vez. Sorte que uma boa alma o encontrou e o trouxe, senão onde iriam procurá-lo?

— Certo, muito obrigada!

Helena pensou que finalmente poderia ir embora, mas, ao levantar a cabeça, viu que a pessoa que entrou era Lucimar Silveira.

Ela não pôde deixar de se espantar.

Lucimar Silveira, ao ver Helena junto com o rapaz, também ficou chocada.

— Helena, o que você está fazendo aqui? — Perguntou Lucimar Silveira, incrédula.

Helena perguntou, confusa:

— Você veio buscá-lo?

Ela apontou para a pessoa ao seu lado.

Lucimar Silveira não respondeu; ela viu o irmão se escondendo atrás de Helena, agarrado à roupa dela.

Ela caminhou até eles sem cerimônia.

— Irmão, vamos para casa!

Irmão?

Helena ficou completamente chocada!

Aquele rapaz com problemas mentais era irmão de Lucimar Silveira?

Então, ele era o filho que a Matriarca mantinha fora de casa?

Lucimar Silveira agarrou o braço do irmão.

— Irmão, vamos embora. Eu disse para não sair correndo, por que você não escuta? Toda vez tenho que sair para te procurar, que saco! Você não dá um minuto de paz! É um caso perdido mesmo!

— Moça... Moça... Moça bonita, eu quero a moça... Buááá... Eu quero a moça...

O rapaz segurava a roupa de Helena com força e se recusava a sair.

Helena conhecia o temperamento de Lucimar Silveira e não se importou.

Pela atitude de Lucimar Silveira, parecia que ela detestava o irmão, como se ele fosse uma vergonha.

Mas, devido aos laços de sangue, ela era obrigada a cuidar dele, embora seu rosto estampasse total impotência.

Por isso, ela o chamava de bobo o tempo todo.

Logo, eles chegaram à residência da família Silveira.

— Irmão, desce do carro! — Disse Lucimar Silveira.

O rapaz segurou a roupa de Helena, sem soltar, e começou a pular de alegria.

— Moça... Moça...

Lucimar Silveira, vendo a cena, não conteve a reclamação:

— Que inútil! Como posso ter um irmão assim!

Ao entrarem em casa, a Matriarca viu o filho e ficou chocada.

— Lucimar, por que você trouxe seu irmão para cá? O que aconteceu com ele? — Perguntou Serena Mascarenhas Silveira.

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