Entrar Via

Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 617

Depois de espantar os moleques, Helena finalmente olhou para o homem caído no chão.

Ele aparentava ter uns vinte e poucos anos, mas estava imundo.

— Você está bem? — Perguntou Helena.

— Hihi, moça bonita, você é tão linda, moça... Moça... — O olhar do homem era límpido e, ao ver Helena, ele abriu um sorriso feliz.

Helena suspirou internamente; ele certamente tinha problemas mentais.

— Qual é o seu nome?

— Moça... Moça... Estou com fome, quero comer, moça...

O homem puxava a ponta da roupa de Helena, fazendo manha como uma criança.

Helena decidiu ajudar até o fim, pois viu que não conseguiria tirar nenhuma informação dele naquele estado.

Ela o levou a uma lanchonete próxima e comprou alguns pães para ele.

Ele pegou a comida e começou a devorar tudo vorazmente.

— Pão gostoso, obrigado, moça...

Helena notou algumas migalhas no canto da boca dele e estendeu a mão para limpá-las, mas, antes mesmo de tocá-lo, ele se encolheu no canto.

— Não vou comer mais, não como mais! Moça, não me bata! Não me bata... Não como mais...

Helena ficou sem palavras.

O que aquele pobre coitado havia sofrido?

Ela mal levantou a mão e ele já achou que seria agredido?

Será que ele sofreu abusos no passado?

— Pode ficar tranquilo, eu não vou te bater. Coma logo!

O homem olhou para Helena várias vezes e, vendo que ela realmente não iria bater nele, voltou a se agachar no canto e a comer.

Era realmente um tolinho digno de pena.

Quando ele terminou, Helena perguntou novamente:

— Agora que você está de barriga cheia, pode me dizer o seu nome?

Para sua surpresa, ele agarrou a roupa de Helena e não a deixou sair.

— Moça, não me deixe, moça... Eu não quero... Eu não quero...

— Solte, nós temos que nos separar! — Helena puxou a roupa de volta com força.

— Aaaaaah! Não quero! Não quero que a moça vá embora!

Quando Helena fez menção de sair, o rapaz começou a surtar, derrubando tudo o que estava sobre as mesas da delegacia e quebrando até um computador no chão.

Os policiais tentaram contê-lo, mas ele se jogou no chão e começou a rolar, chegando a morder o braço de um agente.

O policial, impotente, disse:

— Senhorita, por favor, não vá agora. Fique um pouco mais. Ele tem problemas e não consegue se controlar. Espere a família chegar, não vai demorar, considere isso uma ajuda para nós! — O policial não tinha outra escolha.

Como se tratava de uma pessoa com deficiência mental, eles não podiam usar medidas de força, restando apenas tentar acalmá-lo.

— Está bem.

Helena ficou ali, ao lado dele.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada