Helena observava a cena de lado e mal conseguia conter o riso.
Como esperado, bastou Daniel intervir para que tudo se resolvesse.
Com a situação da Sra. Serra resolvida, Helena e Daniel preparavam-se para retornar à Cidade Capital.
Aproveitando a ausência de Daniel, Iolanda Peregrino aproximou-se de Helena.
Ela a questionou agressivamente:
— Helena, foi você quem fez isso, não foi? Aquele garçom, foi você quem o contratou para atuar! Agora eu não consigo encontrá-lo em lugar nenhum!
Iolanda Peregrino havia descido, inconformada, querendo encontrar o garçom naquele mesmo dia para provar sua inocência.
Contudo, para sua surpresa, o garçom havia desaparecido.
— Iolanda Peregrino, isso se chama retribuição. — Respondeu Helena, com indiferença.
— Sua vagabunda! — Gritou Iolanda Peregrino, erguendo a mão para agredir Helena.
— Pare agora! — Daniel surgiu e segurou o braço dela.
— Você ainda não aprendeu a lição? Ousa tentar agredir a Helena? — Questionou Daniel.
Iolanda Peregrino começou a chorar:
— Daniel, ela armou para mim, eu juro que foi ela!
— Foi você quem correu para o quarto do diretor Serra por vontade própria, e ainda quer culpar a Helena? Por acaso a Helena colocou uma faca no seu pescoço e te obrigou a ir?
— Não foi isso... mas foi ela quem chamou aquele garçom! Ela passou uma mensagem falsa dizendo que você estava me esperando no quarto, foi por isso que eu fui!
— Você não tem cérebro? Acha mesmo que eu mandaria você ir ao meu quarto?
Iolanda Peregrino calou-se, sem argumentos.
— Chega, não diga mais nada. Volte sozinha para a Cidade Capital. E nas próximas viagens de negócios, não me acompanhe mais!
Após dizer isso, Daniel puxou Helena e saiu.
Já no avião, Helena perguntou, cautelosa:
— Daniel, você acha que fui eu quem planejou tudo?
— Não importa se foi você ou não. A única coisa que me importa é que você não se machuque. Quanto ao resto, eu não quero saber, porque eu estarei sempre ao seu lado!
Helena sentiu-se profundamente comovida; com a inteligência de Daniel, era impossível que ele não tivesse deduzido a verdade.
No entanto, ele confiava nela incondicionalmente, como sempre.
Helena sorriu, sentindo-se feliz:
— Se chegarmos na porta da empresa, o que as pessoas vão pensar? Sua identidade não seria revelada? Por isso, você deve descer antes e caminhar o resto do trajeto!
Tereza fez um bico de insatisfação:
— Você é cauteloso demais! Eu sou sua filha, e você me faz ir a pé!
— Desça! — Repreendeu Victor Freitas novamente.
Um momento antes, era o afeto profundo de pai e filha; no segundo seguinte, ele a mandava sair do carro.
Realmente, o amor parecia ter acabado.
Tereza desceu do carro resmungando.
Em seguida, o carro de Victor Freitas acelerou e partiu.
Tereza caminhava sozinha pela calçada quando Hector Domingos surgiu vindo da direção oposta.
Ele viu exatamente o momento em que Tereza desceu de um carro de luxo, onde parecia haver um senhor sentado no interior.
Como estava longe, não conseguiu ver com clareza, notando apenas os cabelos grisalhos.
Hector Domingos entendeu tudo instantaneamente.
Não era de se admirar que Tereza o desprezasse; ela estava sendo sustentada por um velho rico!

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