Chegaram ao hotel.
Iolanda Peregrino segurava os cartões dos quartos e disse:
— Srta. Gomes, seu quarto fica no sétimo andar.
— E o meu quarto? — Perguntou Daniel.
— Daniel, seu quarto é no oitavo andar. Na verdade, eu não queria reservar tão longe, mas este lugar não é como a Capital. Havia poucos quartos disponíveis nesta época, só restaram esses. — Explicou Iolanda Peregrino.
— Tudo bem, sétimo andar então. Vou para o quarto me arrumar primeiro! — Disse Helena.
Daniel acariciou a cabeça dela.
— Daqui a pouco eu te chamo para jantarmos juntos.
Iolanda Peregrino, vendo Daniel tão gentil com Helena, sentiu um ciúme que quase a enlouqueceu!
Ela e Daniel foram para o oitavo andar. Depois que Daniel abriu a porta, viu que ela ia entrar junto e a impediu.
— Chega, não entre.
Iolanda Peregrino respondeu:
— Tudo bem, Daniel. Se precisar de algo, pode me chamar, estou no quarto ao lado.
Daniel ficou em silêncio.
O quarto de Helena era no andar de baixo, mas o dela era ao lado. Daniel ficou insatisfeito, mas não disse nada.
Tomou um banho, trocou de roupa e desceu para encontrar Helena.
— Helena, vamos jantar juntos! — Disse Daniel.
— Vamos!
Depois de duas horas de avião, ela estava com fome.
Nesse momento, Iolanda Peregrino também apareceu.
— Daniel, já reservei o restaurante, vamos juntos! — Disse Iolanda Peregrino sorrindo.
— Não precisa, pretendo ir só com a Helena!
Helena olhou para Iolanda Peregrino e disse de repente:
— Já que estamos aqui, deixe a Srta. Peregrino vir junto!
Como Helena disse isso, Daniel não recusou, e os três foram para o restaurante.
Iolanda Peregrino pediu os pratos que Daniel gostava, mantendo o olhar nele o tempo todo.
— Helena, por que você fica me encarando? Que tipo de plano maligno você está tramando?
— Eu estou te olhando? — Perguntou Helena calmamente.
— Não está? Desde que saiu do aeroporto, você não para de olhar para o meu peito. Nasceu alguma flor aqui ou o quê?
Se fosse um homem, vá lá, mas ser encarada por uma mulher deixava Iolanda Peregrino totalmente desconfortável.
— Ah, você está falando disso! É que eu achei... seu peito bem grande, bonito, então olhei um pouco mais!
Iolanda Peregrino, vendo a cara de indiferença dela, ficou ainda mais furiosa.
— Você é doente? Tarada! Sem vergonha!
Helena ergueu uma sobrancelha.
— Eu não te toquei. Eu não sou homem. Qual o problema de olhar? Você não perdeu nada com isso.
— O quê? Por acaso você queria tocar?
— Se você deixar... eu não me importaria. Queria mesmo saber qual é a sensação de ter um desse tamanho...
Por que ela não tinha aquilo?

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