Daniel entregou a sobremesa a ela.
— Quer um pedaço?
— Não vou comer.
— Ficou brava? — Daniel sorriu levemente.
— Não.
Ela estava apenas um pouco frustrada. Sair de casa para ser desprezada daquele jeito.
Falando sério, ela sempre focou em seu treinamento e nunca se importou com esse tipo de coisa.
— Diz que não, mas olha esse bico, está enorme!
Daniel estendeu a mão e segurou a dela com firmeza.
— Não leve a sério o que uma criança diz. Crianças repetem o que ouvem; provavelmente escutou algum adulto falando isso.
Helena olhou para Daniel.
— E... e o que você acha?
— O que eu acho de quê?
— O que aquele moleque disse é verdade? Vocês homens gostam das grandes?
— Hmm... para os homens em geral, talvez seja verdade. Mas eu não sou um homem comum. Desde que seja você, não importa como você é, eu gosto!
Helena notou que o olhar de Daniel pareceu desviar rapidamente para o peito dela.
Ela ficou ainda mais irritada.
— Você olhou! Disse que não liga, mas no fim das contas, liga sim!
Daniel passou o braço pelos ombros dela, puxando-a para um abraço.
Ele baixou a cabeça e beijou seus cabelos, sussurrando em seu ouvido:
— Eu só me importo com você. Mas você realmente está muito magra. Você come tanto e não engorda, quantas pessoas invejariam isso!
Hoje em dia, todos se matavam para emagrecer e invejavam aqueles que comiam sem engordar. Helena era uma dessas pessoas.
Talvez tivesse a ver com o treinamento desde a infância; ela consumia muitas calorias todos os dias.
Tudo o que comia se transformava em energia, nada virava gordura!
Após mais de uma hora de voo, finalmente chegaram.
Daniel pegou a bagagem e saiu do aeroporto junto com Helena.
Daniel disse, impotente:
— Por que você veio para a Cidade R?
Iolanda Peregrino sorriu e disse:
— Daniel, eu estava preocupada com você. Viajando sozinho a trabalho, sem ninguém para cuidar de você... então vim antes para a Cidade R para te receber. Mas não esperava que você estivesse com a Srta. Gomes.
Nesse momento, Helena fixou o olhar em Iolanda Peregrino.
Viu que o peito dela era volumoso, como dois grandes pães.
Ela parecia ter visto uma novidade e não parava de encarar.
Iolanda Peregrino, que originalmente queria provocar Helena, percebeu que estava sendo encarada fixamente e sentiu um calafrio.
O que Helena estava planejando?
— Daniel, o hotel já está reservado, vamos entrar no carro? — Disse Iolanda Peregrino.
Daniel puxou Helena pela mão para entrar no carro, mas Helena olhou para trás, com os olhos fixos no peito de Iolanda Peregrino.
— Sem vergonha! Tarada! — Iolanda Peregrino xingou baixo.
E, irritada, cobriu o peito com as mãos.

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