As palavras de Virgílio Santos serviram como um alerta para Liliane Martins.
Inicialmente, ela também achava impossível; os dois eram como o céu e a terra, como poderiam ficar juntos?
Mas, depois que Isaque Domingos visitou sua casa, ela aceitou o fato.
Agora, parecia que havia mesmo algo suspeito nessa história!
...
No hotel.
No dia seguinte, Isaque Domingos despertou.
Ele massageou as têmporas, sentindo como se tivesse acabado de sair de um sonho.
No sonho havia de tudo, inclusive seu chefe olhando para ele com ternura.
Ao acordar totalmente, percebeu que havia bebido demais.
Durante todos esses anos, ele sempre foi muito disciplinado e raramente exagerava no álcool, mas dessa vez, realmente se entregou.
— Diretor Domingos. — Roberta entrou.
— O que aconteceu? — Perguntou Isaque Domingos, confuso.
Ele não se lembrava de absolutamente nada da noite anterior.
— Diretor Domingos, ontem à noite o senhor ficou bêbado, mas eu não sabia onde era sua casa, então tomei a liberdade de trazê-lo para o hotel.
— Onde está minha pedra? — Isaque Domingos notou de repente que sua amada pedra havia sumido.
Roberta, calmamente, tirou-a de um canto.
— Diretor Domingos, é isto que o senhor está procurando?
Ao ver a pedra, Isaque Domingos a pegou apressadamente, apertando-a com força na palma da mão.
Tratava-a como se fosse um tesouro inestimável.
Roberta observou sua expressão; ele parecia ter um apego especial àquela pedra. Quem teria dado aquilo a ele?
Seria mesmo um homem?
— Diretor Domingos, essa pedra tem algo de especial? — Perguntou Roberta.
— Nada de especial, eu apenas gosto dela. — Respondeu Isaque Domingos com frieza.
Diante daquela reação, Roberta não ousou perguntar mais nada, receosa de que Isaque Domingos ficasse irritado.
— Você tem trabalhado com pouco empenho ultimamente! Já passou tanto tempo e a Tereza Souza ainda está no nosso departamento. O que você está fazendo?
Edileuza Lopes levou um susto e disse rapidamente:
— Gerente, eu realmente fiz o meu melhor. Sempre dou os trabalhos mais difíceis para a Tereza Souza, mas ela completa tudo. Incluindo a recuperação dos vinte milhões pendentes, ela trabalha com um gás incrível todos os dias, eu realmente não tenho o que fazer!
No fundo, Edileuza Lopes achava que o trabalho de Tereza era bom, sempre executado com perfeição.
Mas, infelizmente, a alta gestão não gostava dela e queria a todo custo que ela fosse demitida ou pedisse para sair.
Paft!
O gerente bateu a mão na mesa.
— Vou te dizer uma coisa, supervisora Lopes, se a Tereza Souza não sair, quem vai para a rua este mês é você! Para que você acha que eu te coloquei nessa posição?
Edileuza Lopes baixou a cabeça.
— Sim, gerente, eu entendi.
Ela saiu do escritório com o coração pesado. Ao ver Tereza Souza lá fora, rindo e conversando com os colegas, sentiu-se ainda mais infeliz.
Por que ela tinha que suportar tudo aquilo, enquanto Tereza estava tão feliz?

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