O diretor Santos estava furioso e virou o copo de uma vez.
Em pouco tempo, outra garrafa de cachaça foi esvaziada!
As pessoas ao redor assistiam, impressionadas com a resistência de Iran Alves.
Duas garrafas de aguardente e ele continuava firme.
Já o diretor Santos estava com o rosto vermelho, os olhos inchados e roxos.
— Diretor Santos, vamos continuar?
Santos não podia acreditar naquilo.
— Mais uma! — Disse ele, tentando se servir.
Iran Alves estendeu a mão, impedindo-o.
— Diretor Santos, por que tanto trabalho?
— Vamos beber direto da garrafa!
Iran entregou uma garrafa cheia para ele.
Santos congelou.
Todos ao redor ficaram estupefatos.
Esse garoto era uma máquina de beber!
Virar a garrafa direto no gargalo!
Hoje Santos tinha encontrado um rival à altura.
— Vai, Santos! Acaba com ele! — A multidão gritava.
O clima estava no auge; recusar agora seria perder a moral.
Iran Alves já tinha levado a garrafa à boca e bebido mais da metade, como se fosse água fresca!
— Diretor Santos, o que foi?
— Não vai beber?
— Não disse que queria beber? Beba!
Santos endureceu o coração, pegou a garrafa e começou a beber!
Entre idas e vindas, cada um já tinha consumido pelo menos um litro de cachaça pura!
Isso estava além dos limites humanos.
O diretor Santos não conseguia mais ficar de pé.
Ele desabou no sofá, ofegante.
— Continue... vamos beber...
— Eu não bebo mais... não bebo mais... eu quero ir para casa! — Santos tentou se levantar, cambaleando.
Ele só queria correr para o banheiro e vomitar; nunca tinha bebido tanto na vida.
Aquele moleque, Iran Alves, não era humano.
Depois de tanta bebida, as bochechas dele estavam apenas levemente rosadas.
Parecia que não tinha bebido nada; Santos tinha topado com uma parede de concreto.
Vendo que Santos tentava fugir, Iran Alves bloqueou seu caminho.
— Diretor Santos, já que bebemos, não deveríamos falar sobre o saldo devedor?
— Se não pagar, vai ter que engolir todo o resto da bebida!
Embora bêbado, a mente de Santos estava clara o suficiente para saber que, se bebesse aquilo tudo, morreria de coma alcoólico.
— Eu pago... eu pago... me dê um tempo, por favor...
— Me dê... um tempo. Amanhã... amanhã sem falta o dinheiro estará na conta.
— Amanhã? Você acha que eu sou criança?
— Transfira o dinheiro agora, imediatamente! — A expressão de Iran tornou-se feroz.
O diretor Santos tremia de medo.
— Mas... mas eu estou sem meu celular...
Iran percebeu que era mais uma desculpa para não pagar.
Ele sacou seu próprio celular.
— Toma, pegue. Ligue agora mesmo.
— Hoje à noite, eu preciso ver o dinheiro na conta.
— Caso contrário, você não sai daqui.
— Vou te contar uma coisa: eu sou órfão, não tenho pai nem mãe.
— Sou ex-presidiário, acabei de sair da cadeia.
— Quem não tem nada a perder, não tem medo de nada!
— Se tentar qualquer gracinha comigo, eu acabo com a sua vida!

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