Catarina adiantou-se e viu um estudante com mochila da escola ali perto.
— Ei, garoto, por favor, esta é a casa do Rafael?
O menino assentiu. — É sim.
— Tá bom, pode ir brincar! — Catarina dispensou o garoto com um gesto.
— Vovó, mãe, é aqui mesmo. — Catarina avisou para quem estava no carro.
Adelina Gomes ajudou a velha senhora a descer do veículo. — Mãe, cuidado!
A velha senhora olhou com nojo para o chão sujo e bagunçado, mas pelo bem daquele segundo filho inútil, aguentou.
Amparada por Adelina Gomes e Catarina, eles entraram no pátio.
— Tem alguém aí? Tem alguém? — Benedito bateu na porta, mas não houve resposta.
— Parece que não tem ninguém. Será que o tio não está em casa?
O grupo ficou sem saber o que fazer. Tinham vindo de tão longe para não encontrar ninguém.
— Estou vendo que aqui está muito sujo e abandonado, parece que ninguém mora aqui há muito tempo.
— Catarina, Benedito, vocês não procuraram errado? — A velha senhora, perspicaz, notou os detalhes.
— Acho que não! Por que o menino mentiria para mim?
— Vá perguntar de novo, rápido! Vocês não servem para nada mesmo! — A velha senhora praguejou de raiva.
Catarina saiu para olhar novamente e acabou vendo a vizinha, mãe do Tonho, voltando com uma enxada no ombro!
— Senhora, por favor, a casa do Rafael é esta aqui?
— É sim. Vocês estão procurando por eles? — Perguntou a mãe do Tonho.
— Sim, somos parentes deles. Viemos visitá-lo hoje, mas parece que não estão em casa. Sabe para onde foram?
A vizinha olhou para eles com curiosidade. — Vocês são parentes mesmo?
— Claro.
— Se são parentes, como não sabem que eles se mudaram?
Catarina ficou chocada: — O quê? Eles se mudaram?
— Claro, sem problemas. — A velha senhora concordou prontamente.
Como resultado, a mãe do Tonho pegou quatro galinhas velhas e as jogou no porta-malas do carro deles.
— A Amanda tinha dito que queria nossas galinhas caipiras para fazer sopa, pediu para eu guardar.
— Que bom que vocês vão levar. Não esqueçam de dizer que fui eu quem mandou! — Recomendou a vizinha.
— Está bem, está bem. — A velha senhora concordou, constrangida.
Então, a família entrou no carro.
— O que é isso?! O carro está fedendo a galinheiro! Nem olham que carro de luxo é esse!
— Ela ainda enfiou essas galinhas aqui dentro. Que gente da roça, que caipiras! — Disse Catarina, tapando o nariz.
Ela nunca tinha ficado no mesmo lugar que uma galinha em toda a sua vida.
— É verdade, está fedendo muito.
— Mãe, que tal jogarmos as galinhas fora? Já andamos um bom pedaço, se jogarmos, eles nem vão saber. — Sugeriu Adelina Gomes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada