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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 543

Catarina tinha o dom da palavra e, após alguns elogios à velha senhora, conseguiu convencê-la.

Enquanto isso, do lado de Rafael, o clima pesou após desligar o telefone.

Amanda trouxe uma bandeja de frutas.

— O que houve, Rafael?

— O pessoal da mansão me ligou agora há pouco.

— É por causa da empresa. Aconteceu outro problema.

— Ouvi dizer que meu irmão foi preso. Não sei bem a situação, mas querem que eu volte para gerenciar.

Ao ouvir isso, Amanda ficou imediatamente irritada.

— O plano deles é muito esperto, não é?

— Antes te expulsaram sem nenhuma consideração, e agora que deu problema, querem que você volte para assumir a culpa.

— É ultrajante. Onde já se viu isso?

— Eles ficam com os benefícios e nós com os riscos.

— Não seja tolo, Rafael. Nem pense em voltar!

Rafael segurou a mão de Amanda.

— Fique tranquila. Desta vez estou decidido. Não vou voltar.

— Se a empresa vive ou morre, não é mais problema meu.

— Ainda bem. Falando nisso, a família do seu irmão é bem azarada.

— Será que é castigo? Brigaram tanto pelo cargo de diretor e, assim que assumiram, tudo desmoronou.

— Esqueça eles. De qualquer forma, não nos falta dinheiro agora. Vamos viver a nossa vida em paz.

Enquanto conversavam, o celular de Rafael tocou novamente.

Desta vez, era a velha senhora.

— Alô, mãe.

— Rafael, você pode falar agora? A mãe precisa conversar com você.

— Posso, fale.

— É o seguinte: houve um incidente na fábrica de eletrônicos, você já deve saber.

— Seu irmão foi preso. A culpa não é totalmente dele, afinal, ele acabou de assumir.

— Antes era você quem gerenciava.

— Veja bem, você poderia voltar e resolver as coisas na empresa?

— Colabore com a polícia, ajude na investigação.

Rafael percebeu a intenção e sentiu um frio no coração.

— Mãe, a senhora quer dizer que eu devo assumir que sou o responsável pela fábrica?

— Quer que eu colabore com a polícia, vá para a cadeia e tire meu irmão de lá, é isso?

O rosto da velha senhora enrijeceu, e ela gaguejou.

— Não... não, Rafael, não é isso. Você entendeu errado.

— Eu só pedi para você voltar e resolver... salvar seu irmão...

— O que há de errado nisso? — Questionou a velha senhora, irritada.

Ela não esperava que Rafael ousasse recusar.

E muito menos que a questionasse com tantos argumentos.

— Eu sempre levei a sério essa história de ser como um pai para eles.

— Sempre tratei meus irmãos bem. Tudo o que era bom, eu cedia para eles.

— Eles queriam o patrimônio da família Gomes, eu cedi.

— Até me afastei da família há mais de dez anos.

— Do que mais vocês precisam?

— Cedi passo a passo e não recebi respeito em troca, apenas pedradas e perseguição.

— Naquela época, que vida meus irmãos levavam? E que vida nós levávamos na zona rural do norte?

— Mãe, a senhora realmente não sabe?

— Enfim, meu irmão não é uma criança.

— Quem quer a coroa, deve suportar o seu peso.

— Ele quis o cargo, eu cedi, mas ele precisa se garantir.

— Eu não vou voltar para cuidar dessa bagunça. Pode tirar o cavalinho da chuva!

Rafael terminou de falar, desligou o telefone e desligou o aparelho logo em seguida.

— Seu filho ingrato... você... você ousa desobedecer sua mãe...

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