— Então vamos ao hospital!
Se tivesse sido obra de Iolanda Peregrino, ele nunca mais iria vê-la.
Ao chegar ao hospital, ouviu-se o som de alguém furioso vindo do quarto.
— Eu não quero tomar remédio! Saiam todos daqui! Saiam!
Daniel caminhou até a porta; a enfermeira ainda recolhia coisas do chão.
— Podem sair. — Disse Daniel às enfermeiras.
Ao ver que Daniel havia chegado, Iolanda Peregrino ficou imediatamente com os olhos cheios de lágrimas.
— Daniel, você finalmente veio, buáááá... Você disse que viria me ver, por que demorou tanto? Achei que você realmente me odiasse e tivesse me abandonado!
— Por que esse escândalo no hospital? Você não era assim antes.
— Antes, antes... antes você me tratava bem! Se eu machucasse o dedo, você ficava super preocupado e ficava comigo o tempo todo. Agora estou gravemente ferida e você nem liga. Daniel, você também mudou. Foi você quem mudou, por isso não estou feliz!
Daniel não queria ouvir aquilo. Ele respirou fundo.
— Cleiton, vá pegar o remédio para a Srta. Peregrino tomar.
Cleiton procurou a enfermeira, que separou a medicação.
Em seguida, ele levou até Iolanda Peregrino.
— Tome. — Disse Daniel, olhando para ela.
— Não tomo, a menos que você me dê na boca!
— Se não vai tomar, então eu vou embora. — Daniel virou-se para sair.
— Daniel, eu te conto tudo... eu conto... Voltei realmente por vontade da titia. Você sabe, desde pequena nunca ousei desobedecê-la. Minha mãe morreu cedo, meu pai não ligava para mim. Se a titia não tivesse me acolhido, eu nem sei onde estaria agora. Por isso não ouso desobedecê-la!
— Naquela época, quando você ficou paralisado, eu insisti em ficar para cuidar de você. Mas a titia disse que você estava acabado, que era um inútil. Ela não me deixou ir e insistiu em me mandar para o exterior. Sob a pressão dela, só pude te deixar. Agora que voltei, também foi arranjo dela. Ela me mandou vigiar cada movimento seu, e então...
— E então relatar a ela, certo? — Completou Daniel.
Iolanda Peregrino assentiu.
— É exatamente assim, mas eu realmente não tive escolha. Não revelei nada que você não quisesse revelar. Daniel, do início ao fim, meu coração sempre foi seu! Você precisa acreditar em mim! Daniel!
— Eu sempre gostei de você. Quando crianças, eu estava disposta a sofrer com você, esqueceu tudo isso? Eu tenho você no coração. Fui para o exterior porque fui forçada. Você não pode me perdoar? Buáááá...
Iolanda Peregrino começou a soluçar enquanto falava, parecendo muito lamentável.
— Mas eu já tenho noiva, é a Helena. Iolanda, eu sempre te vi como uma irmã, nunca tive essa intenção. Então, pare de perder tempo comigo. Quanto à minha mãe, o que ela quiser saber, você pode contar. Eu já não tenho medo dela!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada