Helena cutucou a testa dela.
— Não se abandona o marido que esteve conosco nos tempos difíceis.
— Hahaha! — Bianca não conseguiu conter o riso.
O grande presidente do Grupo Silveira virou um "marido de tempos difíceis".
— Contanto que você tenha gostado de se exibir, está bom. Não se meta nos meus assuntos! — Disse Helena.
— Você não detestava quando eu me exibia? Por que me ajudou a fazer isso agora?
— Você está enganada. Eu não te detestava antes e não te detesto agora. Pelo contrário... acho você até um pouco fofa!
Ao terminar de falar, Helena estendeu a mão e apertou a bochecha de Bianca.
— Helena, você me beliscou! — Resmungou Bianca.
— Sim, belisquei. Quem mandou você gostar tanto de se exibir!
— Se tem coragem, pare aí! Nos vemos no bosque depois da aula! — Bianca colocou as mãos na cintura.
— Bosque? Desculpe, não tenho esse fetiche!
Dito isso, Helena foi embora.
Bianca correu atrás dela, e as duas foram brincando e brigando até chegarem à sala de aula.
Hoje era uma aula comum, e Helena logo avistou Iracema sentada ali.
Ela pegou o livro e caminhou até o lado dela.
— O que houve? Está preocupada com algo? — Perguntou Helena.
Ela notou que Iracema parecia um pouco infeliz.
— Helena, desde quando você e a Bianca são tão amigas? Lembro que vocês eram inimigas antes.
Então era com isso que a garota estava preocupada.
— Não éramos inimigas antes, e não somos agora. Iracema, na verdade, a Bianca não tem má índole, ela só gosta de se exibir. Mas há um motivo para ela ser assim.
— Não me importo com isso. Depois de como ela te tratou antes, você ainda a defende? Você não quer mais ser minha amiga?
Após chegar, Daniel procurou a polícia para entender a situação.
— Ele morreu por overdose de soníferos, provavelmente suicídio. Morreu há cerca de oito horas. O proprietário o encontrou hoje ao vir cobrar o aluguel, pois ele estava atrasado há dias. — Explicou o policial a Daniel.
Daniel acabou não obtendo informações úteis. Ao sair, instruiu Cleiton.
— Parece que ele precisava muito de dinheiro. Talvez tenha sido subornado. Investigue as pessoas com quem ele teve contato recentemente.
— Diretor Silveira, preliminarmente, é certo que não tem relação com a Srta. Peregrino. Deve ser outra pessoa.
Daniel apoiou o braço na janela do carro e massageou a testa com os dedos.
— Se não foi ela, melhor.
Se fosse uma encenação de Iolanda Peregrino, ela seria realmente assustadora.
Afinal, na infância, houve alguns momentos de boas memórias com ela.
— Diretor Silveira, há mais uma coisa. A Srta. Peregrino está no hospital... e continua insistindo em vê-lo.

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