— Isso é ótimo. Ele pode cursar Finanças no exterior. Quando voltar, poderá ajudar a administrar a empresa, seja a da família Gomes ou a empresa de Cristiano, ambas são opções.
Ao mencionar Jon, Amanda ficou radiante.
— Jon tem se esforçado muito este ano, ganhando prêmios com frequência. Entrar em uma boa universidade é garantido. Agora, estou tranquila!
— Deixando o assunto do Jon de lado, tenho algo a dizer a vocês. Daqui a alguns dias será o aniversário de oitenta anos da velha senhora. Ela dá muita importância a esta data e encarregou a mim, junto com seu segundo e terceiro tio, de organizar a festa no Resort Villa da Serra. Certamente muitos convidados serão chamados. Nestes dias, além dos assuntos da empresa, terei que ir pessoalmente ao Resort para supervisionar, então ficarei pouco tempo em casa.
— Sua avó pode ser parcial, mas eu sou filho dela, afinal. Se houver algum erro no banquete, nós também passaremos vergonha. Não podemos ser negligentes com isso. — Disse Rafael.
— Vá tranquilo. Nossa vida agora está muito melhor, não há problemas em casa. — Disse Amanda gentilmente.
Vendo o amor entre seus pais e a harmonia familiar, Helena sentiu-se feliz.
...
Família Silveira.
Lucimar Silveira voltou para casa. Pensando no que aconteceu naquela noite, ficou tão furiosa que tirou os sapatos e os jogou diretamente para fora.
A empregada Chloe viu os sapatos jogados fora e entrou.
— Senhorita Lucimar, o que houve?
— Pegue aqueles sapatos e jogue no lixo lá fora! — Ordenou Lucimar Silveira com rispidez.
Chloe recolheu os sapatos. Ela costumava arrumar o quarto de Lucimar e sabia que as roupas e calçados dela eram muito caros.
Especialmente aquele par, que ela tratava como um tesouro; havia usado muitos contatos para conseguir comprá-lo.
Antes ela tinha pena até de usar, e agora estava jogando fora!
— Senhorita Lucimar, estes sapatos... é para jogar fora mesmo?
Aquilo devia custar pelo menos algumas centenas de milhares!
— Senhora, a senhorita Lucimar parece estar muito brava.
A primeira esposa entrou no quarto.
— Lucimar, por que você está brava?
— Não é nada! — Respondeu Lucimar, sem paciência.
— Você saiu para se divertir por tanto tempo, nunca para em casa, e agora volta soltando fogo.
Lucimar olhou furiosa para a mãe.
— Voltei para quê? Esta casa me dá nojo. Tem gente demais sobrando aqui. E você, que não luta e não disputa nada, deixa os outros levarem vantagem. Eu nem queria ter voltado!
— Lucimar, que bobagem você está dizendo? — A primeira esposa manteve sua gentileza habitual.
— Você não sabe muito bem o que estou dizendo? Olhe para você, você é a esposa original do papai. Em que século estamos? O sistema é monogâmico há muito tempo, mas ele trouxe outras duas mulheres para cá, é nojento. A culpa é toda sua. Se você não fosse tão fraca, a casa não teria virado essa bagunça. Se não fosse sua fraqueza, meu irmão não teria acabado daquele jeito! — Gritou Lucimar, histericamente.

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