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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 72

Célia encarou Clarice com insatisfação:

— Você é casada? Você e o seu marido nunca discutem? Que casal não tem suas brigas? Quem é que chama a polícia por causa de uma discussão em casa? Se isso vazar, seremos motivo de chacota!

Clarice rebateu:

— Casais podem brigar e ter conflitos, mas a natureza do que aconteceu hoje é completamente diferente. Fiquei sabendo que os senhores são professores universitários, será que não entendem nem o básico sobre leis?

Fausto franziu a testa:

— Não tente distorcer os fatos; na essência, isso ainda é um assunto doméstico. Há um ditado antigo que diz que nem mesmo a justiça consegue julgar desavenças familiares. Além disso, você não conhece a situação da minha família. Com que direito vem nos dar lição de moral?

Clarice ia rebater, mas Luana puxou levemente seu braço e dirigiu-se a Fausto:

— O que o Luciano fez comigo desta vez foi grave demais. Eu vou processá-lo.

— Luana, vocês são marido e mulher. Se ele for preso, você acha que a sua reputação sairá ilesa disso? — Célia tentou persuadi-la, usando um tom de falsa preocupação. — Acha que a sua mãe te faria algum mal?

Luana manteve a voz firme:

— Eu já disse a vocês, eu vou me divorciar.

— Querem se divorciar por qualquer coisinha. Qual é o problema com os jovens da sua geração?

— Se não querem que eu o processe, tudo bem.

Clarice olhou para ela imediatamente, seus olhos transmitindo desaprovação.

Célia perguntou às pressas:

— Como assim?

— Contanto que ele concorde com o divórcio, eu não o processo.

— Você! — Célia estava a ponto de explodir. — O que diabos você quer fazer? Só vai ficar satisfeita quando me matar de raiva?

Fausto também se enfureceu:

— Isso é um absurdo! Volte lá agora mesmo e retire a queixa! Caso contrário, não a reconhecerei mais como minha filha!

Clarice observava o casal e, sentindo a atitude opressora deles em relação a Luana, foi tomada por uma infinita compaixão.

Que tipo de vida Luana estava levando?

Vendo que Fausto e Célia não diriam mais nada, Clarice enlaçou o braço de Luana:

— Vamos embora.

Luana deu uma última olhada para os dois e, sem hesitar, seguiu Clarice.

O discreto carro de luxo estava silenciosamente estacionado na penumbra da noite.

Clarice sugeriu:

— Luana, que tal passar a noite no meu apartamento hoje? Vamos esconder isso da Bruna por enquanto, para que ela não fique preocupada.

Luana se apressou em recusar:

— Eu encontro um hotel, não quero ser um incômodo para você.

— Eu moro sozinha. — Clarice sorriu. — Não é incômodo nenhum, nem vai atrapalhar a minha rotina. Você precisa tomar banho e aplicar as pomadas; no hotel, isso não seria nada prático. Vamos, o carro já está nos esperando.

Clarice abriu a porta do carro para ela. Luana agradeceu repetidas vezes e, apenas após entrar, percebeu que havia um homem no banco do motorista.

Ulisses?

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