— Que vergonha! — Célia recolheu a mão. — Você se esqueceu de toda a educação que eu e seu pai te demos? É assim que você nos retribui?
Luana cobriu o rosto. Seus olhos estavam vermelhos, mas seu olhar tornava-se cada vez mais firme.
A policial ao lado puxou Luana para trás de si de imediato:
— Vocês têm a audácia de agredir alguém dentro da delegacia?
— Estou educando a minha própria filha. O que foi, a senhora vai me prender por isso?
Fausto esbravejou:
— Vá para casa agora!
— O assunto ainda não foi resolvido, ela não vai para casa.
Uma voz clara e firme soou aos ouvidos deles.
Todos olharam na direção da voz.
Luana, surpresa, disse:
— Clarice?
Clarice vestia um terninho impecável, exalando competência e confiança.
Ela caminhou rapidamente até Luana e se dirigiu à policial:
— Sou a advogada de Luana. A partir de agora, representarei minha cliente em todos os trâmites legais.
Ela lançou a Luana um olhar tranquilizador e, em seguida, voltou-se para Célia e o marido:
— Se usarem de violência contra a minha cliente novamente, mesmo sendo os pais dela, sofrerão as sanções da lei!
— Eu sou a mãe dela! — Célia reprimiu a fúria, ainda tentando manter um último resquício de decência. — Estou disciplinando a minha filha e você vem me falar de leis?
A policial interveio:
— Este é um ambiente de trabalho, peço que não gritem. Com licença, não atrapalhem o nosso serviço.
Após dizer isso, ela puxou Luana para longe, e Clarice se apressou em acompanhá-las.
Ao verem isso, Célia e Fausto tentaram segui-las.
Um funcionário ao lado os barrou:
— Desculpem, mas vocês só podem esperar lá fora.
Considerando o status que tinham, os dois não podiam causar um escândalo com os funcionários da delegacia.
Luciano, ao lado, interveio:
— Pai, mãe, o que fazemos agora? E se ela me processar de verdade...
Fausto retrucou:
Mas não se mostrou, preferindo chamar Clarice para intervir.
Com Ulisses a apoiando nos bastidores, o que Clarice teria a temer?
Devido à insistência de Luana, a delegacia logo registrou o boletim de ocorrência.
Quando Clarice e Luana finalmente saíram do local, já era noite.
Fausto e Célia as viram e se aproximaram a passos largos.
Célia começou a falar de longe:
— Luana! Você agora acha que criou asas e não precisa mais ouvir a mim e ao seu pai, não é?
Luana encolheu-se dentro do casaco de inverno.
Fazia muito frio lá fora, mas nada se comparava ao frio que sentia no coração.
Ela pensou que, se tivesse pais biológicos, ao passar por uma situação dessas, eles se preocupariam com a saúde dela e sofreriam pela dor que havia passado.
E não a culpariam, a xingariam e a tratariam como uma vergonha para a família.
Clarice colocou-se à frente de Luana e disparou:
— Luana precisa descansar. Vocês são a família dela, não deveriam estar encorajando e confortando-a neste momento? Ela foi vítima de violência e coerção de um homem, ela é a vítima da história. Que tipo de atitude é essa de vocês?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...