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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 73

Luana paralisou.

Ela achou que estivesse tendo alucinações.

Ulisses... o que ele estava fazendo ali?

Clarice entrou no carro logo em seguida e também ficou atônita.

Por que Ulisses estava no banco do motorista?

Ele mesmo estava dirigindo?

Na memória dela, Ulisses jamais dirigia o próprio carro.

Ao notar o olhar surpreso de Luana pelo retrovisor, Ulisses deu a partida no veículo calmamente e perguntou:

— Como foi?

Antes de responder à pergunta dele, Clarice tratou de explicar a Luana:

— Luana, quando recebi a notícia, estava conversando sobre negócios com o Ulisses, então viemos juntos.

Luana não disse nada, apenas murmurou um "uhum" em resposta.

Clarice havia chegado há pelo menos duas ou três horas.

Ulisses ficou esperando todo esse tempo?

Na verdade, ela também queria perguntar como eles ficaram sabendo do que havia acontecido.

Mas a resposta já parecia óbvia.

Os dois seguranças que Luciano havia mencionado deviam ter sido enviados por Ulisses.

Só não entendia por que ele estava fazendo algo assim.

Ao ver que Luana não demonstrou aversão, Clarice respondeu a Ulisses:

— Agora é só esperar o resultado do exame de corpo de delito.

Ulisses lançou um olhar pelo retrovisor, mas não disse nada.

Luana, como se tivesse levado um choque, abaixou a cabeça no mesmo instante.

Cerca de vinte minutos depois, chegaram ao apartamento de Clarice.

Ao descer do veículo, Ulisses abaixou o vidro do motorista e disse apenas uma frase:

— Não pense em bobagens. Descanse bem.

Observando o carro dele partir, Luana finalmente soltou a respiração que prendia.

O apartamento de Clarice parecia de revista: impecável, organizado, mas sem muitos traços de calor humano.

— Eu moro sozinha. — Clarice largou a bolsa e disse a ela. — Então sinta-se em casa. Vá tomar um banho primeiro, e depois eu aplico a pomada nos seus machucados.

Luana agradeceu e entrou no banheiro.

Ao olhar-se no espelho, foi que se deu conta: os hematomas em seu pescoço estavam assustadores.

O homem usava apenas uma camisa preta com as mangas arregaçadas, revelando os músculos firmes e bem delineados dos braços.

Ele estava cortando vegetais. Aquelas mãos longas e poderosas executando uma tarefa tão cotidiana ofereciam uma visão extremamente agradável.

O avental cinza-chumbo delineava sua cintura esguia.

Aquele par de pernas longas quase ultrapassava a altura da bancada, e seus ombros largos e costas retas exalavam uma beleza masculina e poderosa.

Mas Luana não tinha cabeça para apreciar a cena. Estava tomada por pânico e inquietação.

Por que Ulisses estava ali de novo?

Onde estava Clarice?

O beijo no iate, o presente no restaurante, os seguranças de terno, a espera silenciosa do lado de fora da delegacia.

E agora, ele estava na cozinha do apartamento da amiga.

Um homem tão poderoso, que não deveria ter nenhuma ligação com o mundo dela, continuava surgindo na sua vida com frequência.

Aquilo não era normal.

E o que Luana mais repudiava agora era exatamente esse tipo de situação fora do seu controle e da sua compreensão.

Ela tentou se esconder, mas, ao recuar, esbarrou em uma lixeira de metal, provocando um barulho alto.

Ulisses virou o rosto na direção do som.

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