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Depois do Divórcio: Te quero de volta romance Capítulo 51

Camila Duarte

Eu sabia que aquele encontro era uma péssima ideia desde o momento em que aceitei. Jason parecia um cara legal, mas sua obsessão em falar da avó durante todo o jantar estava me enlouquecendo. Já estava planejando uma desculpa para sair quando ele apareceu.

Lorenzo. O homem mais intrigante que eu já conheci, mesmo que fosse por apenas alguns minutos. Seu olhar era intenso, como se pudesse ver até a parte mais profunda de mim, e o jeito como ele me chamou pelo nome... Era como se soubesse exatamente o que estava fazendo comigo.

Quando ele se foi, deixando um rastro de confusão e eletricidade no ar, algo dentro de mim mudou. Jason continuou falando, mas eu não ouvia uma palavra. Tudo o que conseguia pensar era naquele homem. Seu sorriso arrogante. Seus olhos que pareciam prometer tudo e mais um pouco.

De repente, as palavras escaparam da minha boca antes que eu pudesse pensar direito:

— Jason, eu não posso continuar com isso. Não depois de ver Lorenzo novamente.

Ele me olhou com a confusão estampada no rosto, mas eu não dei explicações. Levantei-me, ajeitei meu vestido e fui atrás de Lorenzo, que já estava prestes a sair pela porta principal do restaurante.

Alcancei-o no último segundo, puxando-o pelo braço. Ele se virou, surpreso, mas seu sorriso voltou rapidamente.

— Preciso que me ajude — sussurrei, aproximando meus lábios de seu ouvido. — Continue fingindo ser meu primeiro amor e me tire daqui.

Seu sorriso se alargou, cheio de uma confiança que me desarmou. Ele olhou para a mulher que estava com ele e, com um aceno breve, dispensou-a.

— Vá para casa — ele disse, com um tom autoritário, antes de voltar sua atenção completamente para mim.

Ele segurou minha mão, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, e me guiou para fora do restaurante. Suas mãos eram firmes, quentes, e um arrepio percorreu minha espinha.

Chegamos ao carro dele, um veículo luxuoso que combinava com sua aura de poder. Ele abriu a porta para mim, e eu entrei sem hesitar.

Quando ele se sentou ao volante, virou-se para mim, com aquele sorriso provocante ainda nos lábios.

— Aonde quer que eu te leve, Mila?

O apelido saiu de sua boca com uma familiaridade que me deixou sem palavras por um momento. Recuperei-me rápido, inclinando-me ligeiramente em sua direção.

— Não lembro de você me chamar assim quando éramos o primeiro amor do outro no passado.

Ele riu, um som baixo e rouco que fez meu coração acelerar.

— Prefere continuar jogando? — Ele arqueou uma sobrancelha, desafiador. — Confesso que é boa nesse jogo, mas só pretendo continuar se formos aonde eu quiser.

Havia algo nele que fazia minha pele formigar, uma mistura de arrogância e charme que era tão irritante quanto irresistível.

— E onde você quer ir? — perguntei, tentando soar indiferente, mas minha voz saiu mais baixa do que eu esperava.

Ele não respondeu. Apenas ligou o carro e dirigiu. O silêncio entre nós era carregado, cheio de coisas não ditas e uma tensão que parecia preencher o espaço.

Quando ele parou em frente a um hotel luxuoso, olhei para ele com desconfiança.

— Um hotel? — perguntei, cruzando os braços.

O beijo foi intenso, como se ele estivesse tentando me consumir, e eu deixei. Meus braços envolveram seu pescoço, e seus dedos deslizaram por minha cintura, puxando-me para mais perto.

Cada toque, cada suspiro, cada movimento era como um incêndio que se espalhava rapidamente. Quando ele me levantou nos braços e me levou até a cama, eu sabia que estava perdida.

Sua boca explorava minha pele com uma intensidade que me fazia arfar. Suas mãos deslizavam pelo meu corpo como se ele estivesse memorizando cada centímetro de mim.

— Você é perigoso, Enzo— sussurrei, minha voz entrecortada.

Ele sorriu contra minha pele.

— E você, Mila, é irresistível.

O resto da noite foi um turbilhão de sensações. Ele me fazia sentir coisas que eu não sabia que eram possíveis, como se estivesse determinado a me deixar marcada, a fazer com que eu nunca o esquecesse.

Quando a madrugada chegou, estávamos deitados, nossos corpos entrelaçados. Ele traçava círculos preguiçosos em minha pele, e por um momento, senti uma paz estranha, quase perigosa.

Eu sabia que ele não era um homem comum. E sabia que me envolver com ele era o começo de algo que eu provavelmente não poderia controlar.

Mas, naquele momento, eu não me importava. Porque, pela primeira vez em muito tempo, eu me sentia viva, após todo caos que eu vivi poucos meses atrás antes de fugir do Brasil para a Itália.

continua...

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