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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 694

A Mônica tinha percebido, aos poucos, que a obsessão do Augusto pela Alice já tinha passado de todos os limites.

A Alice era uma mulher cheia de opinião própria, dona de si. O Augusto morria de medo de que, no dia em que ela se recuperasse completamente, ela resolvesse ir embora.

Ele só queria que a Alice vivesse para sempre dentro daquele mundo perfeito que ele tinha construído para ela, presa para sempre naquelas grades douradas.

A Mônica sabia que, se ela não começasse a jogar mais pesado, mesmo que ela conseguisse tirar a Débora do caminho, ela nunca ia se tornar a esposa do Augusto.

Até que, um dia, a Mônica decidiu contar a verdade para a Alice.

Ela e a Manuela foram até o quarto da Alice na clínica e despejaram, sem rodeios, a notícia do casamento do Augusto no país. A Mônica ainda contou que a depressão da Alice já tinha melhorado fazia muito tempo, e que o Augusto só tinha mentido dizendo que ela continuava doente porque queria manter ela presa ali, para sempre, ao lado dele.

O rosto da Alice ficou imediatamente sem cor. Os lábios dela tremiam de incredulidade.

A voz dela saiu frágil, carregada de negação:

— Mãe, Mônica… Vocês… Vocês estão mentindo pra mim, né? Vocês… Por que vocês estão me dizendo isso?

A Mônica e a Manuela trocaram um olhar e sorriram, satisfeitas, com um brilho de deboche no fundo dos olhos.

A Mônica deu um passo à frente, soltou uma risada fria e falou, com crueldade:

— Não é óbvio? Porque você é burra. Se a gente não falasse nada, você provavelmente nunca ia descobrir que aquela criança que o Augusto colocou nos seus braços há quatro anos nunca veio de orfanato nenhum. Ela é filha dele com a mulher dele.

Ela fez uma pausa, saboreando a expressão da Alice, que tinha ficado completamente perdida, e continuou, ainda mais venenosa:

— Você foi amante por quatro anos. E aí, gostou do papel?

A Alice tinha desmoronado ali, na hora. Aquela mulher sempre tão fria, tão orgulhosa, por causa do Augusto tinha sido arrastada por provações sem fim.

Ela jamais teria imaginado que o acidente de carro não tinha sido o fim da tragédia. Pior: sem saber, ela tinha sido a “outra” no casamento de outra mulher por todo aquele tempo.

Mas, depois de descobrir a verdade, a Alice não tinha feito escândalo, não tinha chorado na frente de ninguém, nem tinha ido tirar satisfação com o Augusto.

— Irmã… Você… Como é que você ainda… Está viva? Na época o hospital disse que você… Eu juro que eu vi com meus próprios olhos…

A frase morreu no meio. Ela abaixou a cabeça, fingindo que a emoção tinha travado a garganta, tentando esconder, com lágrimas, o próprio pânico.

A Alice, porém, só olhou para ela em silêncio, com os olhos secos, sem qualquer traço de emoção.

Depois de um longo momento, ela levantou levemente o canto dos lábios. O sorriso dela vinha com um frio cortante:

— Se eu tivesse morrido, quem ia contar para o Augusto o que você e a sua mãe falaram para mim, o que vocês fizeram comigo?

— Irmã! — A Mônica ergueu o rosto de repente, os olhos vermelhos, e rebateu, ofendida. — A minha mãe sempre tratou você igual a mim. Ela se matou de tanto trabalhar para criar você; depois do seu acidente, ela ficou anos sem desgrudar da sua cama, levando comida, dando banho, te medicando, cuidando de tudo. Se ela não teve mérito, ela teve sacrifício. Você… Você não pode simplesmente inventar coisa e manchar o nome da gente assim!

O Augusto explodiu na mesma hora:

— Mônica, cala a boca! A Alice ia inventar coisa sobre você? Você repetiu mil vezes que ela estava morta, que tinha visto o corpo com seus próprios olhos. E agora ela está aqui, viva, na sua frente. Me explica isso. Mônica, da sua boca ainda sai alguma palavra verdadeira?

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