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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 695

O suor frio da Mônica tinha escorrido pela coluna inteira, deixando as costas ensopadas. Até a voz dela tremia de um jeito incontrolável:

— Augusto, eu… Eu naquela época jurei que a Alice tinha morrido mesmo! No dia, o hospital estava um caos, eu vi uma mulher no necrotério usando a mesma roupa da Alice, com o corpo parecido com o dela, aí… Aí eu achei que fosse ela…

O olhar do Augusto estava carregado de decepção e ódio.

— Na época você me disse que tinha visto, com seus próprios olhos, ela sem respirar. Agora você vem falar que “achou” que era ela?

O olhar dele voltou para a Alice, cheio de arrependimento e um nó na garganta.

— Eu devia ter ido ver com os meus próprios olhos. Mas eu fiquei com medo de encarar o seu corpo, com medo de enlouquecer de dor. Alice, me perdoa… Me perdoa…

A Alice franziu levemente a testa, mas escondeu com habilidade o nojo que ela sentia. A voz dela saiu suave:

— A culpa não foi sua. Você e eu fomos vítimas dessas duas, ficamos nas mãos dessa mãe e dessa filha.

Quando o Augusto ouviu que a Alice não o culpava, os nervos dele cederam de repente. Ele sentiu que metade do peso que esmagava o peito dele tinha finalmente caído.

Mas a ansiedade que queimava nos olhos dele não sumiu. Ele foi até o fim:

— Então me conta: naquela época foi a Mônica que te encurralou e te mandou se matar? E como foi que você saiu do hospital?

A Alice abaixou o olhar. Quando levantou de novo, os olhos já estavam levemente vermelhos. A voz dela saiu embargada:

— No ano passado, a mãe e a irmã que eu sempre tratei como minha própria família apareceram do nada no meu quarto. Elas levaram a certidão de casamento sua com a Débora e me jogaram na cara que vocês já estavam casados há quatro anos. E ainda contaram que, para me manter presa ao seu lado, você mandou os médicos mentirem para mim, dizendo que a minha doença nunca tinha melhorado.

O peito do Augusto doeu de um jeito insuportável. Os olhos dele ficaram úmidos, vermelhos.

Ele tinha acreditado que, ao esconder a Alice do mundo, ele estava protegendo‑a. Nunca tinha passado pela cabeça dele que, no escuro, ela tinha passado por um inferno.

A Alice riu por dentro, fria, mas por fora a voz dela era só mágoa e resignação:

— Depois, um dia, a Mônica disse que, se eu topasse encenar uma tentativa de suicídio, pulando do alto e desaparecendo de vez, indo bem longe e nunca mais voltando, ela poderia casar com você no meu lugar e ia deixar a minha mãe viver em paz. Eu não tive saída. Eu só pude seguir cada passo do plano dela e ir embora.

Ela apagou, de propósito, qualquer menção ao Cláudio. Ela empurrou toda a culpa para a Mônica, ponto por ponto, com tanta firmeza e sinceridade que não deixava brechas. Qualquer pessoa que escutasse aquela história ia sentir o coração doer por ela.

A Mônica nunca tinha sido atacada daquele jeito. Ela sempre tinha sido a que apontava o dedo, a que sujava o nome dos outros. E agora era ela que estava sendo arrastada para o lamaçal.

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