— De jeito nenhum! De forma nenhuma! — Pietro pulou no mesmo lugar, a voz carregada de pânico e revolta. — Se a gente fizer isso, a gente mesmo vai estar se entregando! Depois disso, como é que eu vou continuar trabalhando nessa área? A reputação que eu demorei uma vida inteira pra construir vai pro ralo!
Mônica reagiu como se tivesse ouvido uma piada absurda. Ela levantou o tom de voz, com o olhar incendiado de ódio:
— A reputação do meu irmão já foi destruída faz tempo por causa da Débora e da Eduarda, aquelas duas desgraçadas! E a sua, então? A sua já foi carimbada como a de um homem que vendeu o caráter pra subir na vida, que largou o amor da vida por dinheiro e status, tudo por culpa da Débora! A “boa fama” de vocês já apodreceu faz tempo!
Manuela, que ouvia tudo de lado, teve um brilho estranho nos olhos. Ela começou a concordar com vigor:
— A Mônica tá certa! O Augusto quer lavar as mãos? Que lave. A partir de agora, a gente cuida da nossa própria pele! Nós já chegamos num ponto em que não temos mais nada a perder. É melhor arriscar tudo do que ficar aqui parada, esperando jogarem mais merda na nossa cara e chamarem a gente de rato de esgoto!
Dizendo isso, ela virou para o marido, que ainda hesitava, e despejou toda a frustração na cara dele:
— Isso é culpa sua, desse seu jeito frouxo! Todos esses anos, o que é que você fez além de engolir sapo e abaixar a cabeça? Me fez ver a minha filha ser humilhada junto comigo, viver levando desprezo dos outros! Um homem covarde como você nunca devia ter tido o direito de ser pai de ninguém!
Pietro ouviu cada palavra como se fosse um tapa. O rosto dele escureceu na hora.
Ele olhou para a filha, com aquele ódio gelado nos olhos dela, depois encarou a mulher, tomada de amargura. Quando a lembrança da sujeira escorrendo pela própria roupa, do fedor e das gargalhadas no corredor voltou à mente, uma raiva impotente começou a fervê‑lo por dentro.
Ele abriu a boca, querendo dizer alguma coisa, mas nenhuma palavra saiu.
Naquele ponto, parecia mesmo que só restava aquele caminho.
…
Na casa da família Ribeiro, com o fim da coletiva de imprensa do Augusto, tudo parecia ter, enfim, se acalmado.
Mas eu sabia que, enquanto o divórcio não saísse, eu ia continuar presa na mesma coleira.
Na hora, eu entendi que aquilo era mirando em mim.
Aquele dispositivo de suporte cardiopulmonar era a única coisa mantendo a minha mãe viva.
A família Fonseca sabia disso melhor do que ninguém. Mesmo assim, eles escolheram o caminho do tudo ou nada: preferiram arruinar o Pietro, jogar a carreira dele fora, desde que conseguissem cortar a última esperança da minha mãe.
Um frio subiu dos meus pés até a cabeça, cortante.
Mônica tinha sido encurralada até o limite. E, nesse limite, ela decidiu me arrastar junto pro inferno.
Eu só lavei o rosto às pressas, troquei de roupa e peguei as chaves do carro antes de sair quase correndo.
Quando eu liguei o motor, as minhas mãos ainda tremiam. Eu mal conseguia segurar o volante firme.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...