Logo em seguida, começou uma sequência de xingamentos e barulho de coisa batendo no chão e nas paredes.
O rosto de Mônica ficou completamente lívido. Ela agarrou a barra da blusa de Manuela com tanta força que os dedos ficaram brancos, enquanto o corpo inteiro tremia sem controle.
Manuela também entrou em pânico. Tudo o que ela conseguiu fazer foi abraçar a filha com força, rezando em silêncio para que os seguranças chegassem depressa.
Ninguém sabia dizer quanto tempo tinha passado até que o barulho do lado de fora começasse, enfim, a diminuir. Aos poucos, deu pra ouvir, por cima do tumulto, os seguranças expulsando o pessoal aos gritos.
Só então Manuela soltou o ar preso no peito. Com as pernas bambas, ela foi andando até a porta.
Ela hesitou um bom tempo, antes de ter coragem de abrir uma fresta.
Só que, mal a porta se abriu um pouco, um cheiro horrível, ácido e enjoativo tomou conta do quarto, fazendo o estômago dela virar. Ela quase vomitou ali mesmo.
Ela empurrou a porta de vez, e a cena à sua frente fez o corpo dela inteirinho travar.
Pietro estava parado na entrada. A camisa dele estava encharcada de uma mistura espessa, amarelada, com respingos no cabelo, no rosto, em todo lugar, exalando um fedor insuportável.
Até a porta do quarto tinha sido praticamente pintada com aquela sujeira, numa imagem tão degradante quanto repulsiva.
— Pai! — Mônica gritou, levando a mão à boca, horrorizada.
Manuela franziu a testa, sem entender direito:
— Como assim? O que dá pra fazer com ela agora? O Augusto já deixou claro que vai proteger essa mulher, e ainda falou que quer reatar. O que é que sobrou na nossa mão pra usar contra ela?
— Sobrou, sim. — O olhar de Mônica ficou ainda mais sombrio. Ela abaixou o tom, como se estivesse revelando um segredo de Estado. — Vocês esqueceram? O equipamento que a mãe da Débora usa pra continuar viva… O responsável pelo desenvolvimento daquilo é o meu irmão, junto com o meu pai.
O rosto de Pietro mudou na hora. Ele nem teve tempo de formular um protesto, porque Mônica continuou, sem dar espaço:
— E se o meu irmão ou o meu pai vierem a público dizer que o dispositivo de suporte cardiopulmonar que eles criaram tem um defeito grave e precisa ser recolhido imediatamente pra passar por uma nova bateria de testes? Você acha mesmo que o hospital vai ter coragem de continuar usando o aparelho? Por mais poder que a Débora ache que tem, você acha que ela consegue barrar uma ordem oficial de revisão?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...