O choro agudo de Laís atraiu Augusto.
Ele empurrou a porta e entrou, seus olhos rapidamente varrendo o caos no chão e minha roupa completamente encharcada. Suas sobrancelhas se franziram imediatamente.
— O que aconteceu aqui?
Augusto rapidamente pegou Laís no colo, lançando um olhar de cobrança na minha direção.
A sensação de impotência e frustração me envolvia como uma onda, me afogando cada vez mais.
Eu não disse nada. Apenas me virei e saí do banheiro, ignorando a dor que percorria meu corpo, e voltei para o meu quarto.
No momento em que fechei a porta, as lágrimas, que até então eu havia segurado, finalmente escorreram.
...
Durante a noite, eu rolei de um lado para o outro na cama, mas o sono simplesmente não veio.
Depois que me acalmei, o olhar de Laís voltou à minha mente, e uma sensação de frio percorreu minha espinha.
Sim, eu estava chegando ao meu limite.
Na manhã seguinte, a mansão estava em completo silêncio.
Eu me arrumei rapidamente, peguei minha bolsa e me preparei para sair para o trabalho.
Sabia que aquela provavelmente seria a última vez que pisaria ali.
No entanto, assim que eu estava saindo, dei de cara com Augusto entrando pela porta principal.
Ele levantou os olhos para mim e, sem que eu perguntasse, disse:
— Acabei de levar Laís para a casa da minha mãe. Ela vai ficar lá por alguns dias.
Ao ouvir isso, apertei os dedos com força ao redor da alça da bolsa e retruquei:
— Se eu não estiver enganada, Mônica também está na casa da sua mãe, né?
Eu ri, incrédula, enquanto sentia a ferida no meu coração se abrir ainda mais.
— Augusto, eu finalmente entendi. Forçar uma relação nunca funciona. Ela é exatamente como você. Não importa o que eu faça, eu nunca vou conseguir aquecer o coração dela. Ela me odeia tanto. E eu, correndo atrás para ser a mãe dela, que sentido isso tem? Que seja! Ela pode chamar de mãe quem ela quiser.
Sob o olhar incrédulo de Augusto, eu me virei e saí decididamente.
Naquela manhã, eu tinha uma entrevista marcada. O local do encontro ficava ao lado do escritório de advocacia onde Lúcia trabalhava.
Ainda faltava uma hora para a entrevista. Aproveitei o tempo para ir ao escritório de Lúcia.
Eu fiz uma cópia da gravação de Augusto admitindo a traição e a entreguei a Lúcia.
Afinal, se eu ia me divorciar de Augusto, precisava garantir que tudo estivesse sob controle.
Lúcia analisou a gravação, balançou a cabeça positivamente e disse:
— Agora, as provas estão completas. Quanto à divisão dos bens, ele é o culpado, então você tem direito a uma boa parte. Mas, sobre a guarda da sua filha... você ainda quer lutar por ela?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...