Augusto levou pessoalmente um prato com as comidas favoritas de Laís para o quarto dela, mas, no fim, voltou com tudo intocado.
Eu, preocupada, perguntei:
— Ela ainda não quer comer?
Augusto suspirou, colocou o prato de lado e respondeu:
— Ela continua pedindo pela Mônica. Não importa o que eu diga, ela não me ouve.
Fiquei em silêncio, sem saber o que responder. Também não sabia o que fazer por Laís.
Nesse momento, Augusto me olhou fixamente e disse:
— Se você insiste em se divorciar de mim, então não entre mais na vida da Laís. É melhor que ela continue achando que a Mônica é a mãe dela.
Meu coração apertou, e, irritada, perguntei:
— Augusto, você está me ameaçando?
O olhar de Augusto manteve-se frio, como sempre. Ele respondeu:
— Se ela aceitar você, mas não puder ter uma família completa, então para que serviu todo o esforço que estou fazendo agora?
Eu não me deixei manipular. Ele achava que podia usar uma criança para me chantagear, mas estava redondamente enganado.
Respondi, pausadamente, com firmeza:
— Augusto, tudo o que você está fazendo é tentar compensar os seus próprios erros. Laís é minha filha desde o momento em que nasceu. Isso foi decidido no dia em que ela veio ao mundo. Não é algo que você possa mudar com algumas palavras, e muito menos algo que dependa do nosso estado civil.
De repente, ouvimos uma voz infantil vindo do topo da escada:
— Quero tomar banho...
Eu e Augusto nos sobressaltamos e levantamos os olhos ao mesmo tempo. Laís estava parada no corredor do segundo andar, olhando para nós.
Augusto hesitou por um instante antes de perguntar:
— Laís, você quer que a empregada te ajude ou prefere que... Sua mãe te ajude?
Laís me olhou de relance e respondeu, sem muito entusiasmo:
— Que seja ela.
Antes que eu pudesse reagir, Laís pegou o chuveirinho da banheira e apontou direto para mim. Um jato de água gelada atingiu meu rosto de repente.
Foi então que percebi que, enquanto eu ajustava a temperatura da água, Laís tinha, escondida, derramado sabonete líquido no chão de propósito.
Eu segurei o braço dolorido, tentando me levantar, enquanto Laís continuava a me molhar com o chuveirinho. Sua voz infantil, cheia de raiva, soou aguda e cortante:
— É tudo culpa sua, sua mulher má! Se não fosse por você, minha mãe estaria aqui. Nós seríamos uma família de verdade! Foi você quem seduziu o meu pai!
A água gelada escorria pelo meu cabelo, pingando no chão. O frio percorreu meu corpo como agulhas, fazendo minhas mãos tremerem.
Toda a angústia e a dor que eu segurava há tanto tempo subiram à superfície de repente.
Eu não consegui mais me conter. Dei um passo à frente, tirei o chuveirinho da mão dela com firmeza e o joguei no chão com força.
— Escute bem! — Minha voz tremia, mas eu a projetei com toda a força possível. — Eu sou a sua mãe! A Mônica não é!
Laís começou a chorar alto de repente:
— Você está mentindo! Minha mãe é uma estrela de cinema! Não é você!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...