— Já está gravado pela câmera de segurança! — Disse Kelly, jogando o tablet diretamente na frente de Sophia.
O tapete era grosso, e o tablet fez um som abafado ao cair, com a tela virada para cima, exibindo as imagens da câmera de segurança, exatamente no momento em que Sophia estava sentada no sofá.
— Ainda tem o que dizer? — Kelly estava furiosa.
Samuel, ansioso, não pôde deixar de defender Sophia.
— Isso não prova que foi ela que envenenou a bebida. A câmera só captou Sophia sentada no sofá, mas não mostra ela colocando veneno. E, além disso, com tantas taças, como ela poderia saber qual bebida a tia pegou?
Sophia olhou para Samuel com gratidão.
— Samuel, de que lado você está? — Kelly perguntou, sua voz carregada de emoção.
— Eu estou do seu lado, tia. Não podemos deixar o verdadeiro culpado escapar. — Samuel fez uma expressão séria e falou com firmeza.
— Quem sabe o ato de envenenar não foi captado pela câmera, ou talvez tenha sido feito de uma forma que a gente não sabe? — Valentina, timidamente, falou em voz baixa.
— Srta. Valentina, você acha que conseguiria envenenar alguém sem ser pega pela câmera de segurança? — Sophia, calma e impassível, respondeu com uma pergunta, desafiando ela.
Valentina ficou sem palavras.
— Eu... eu só dei uma sugestão, Sophia, não fique brava. — Valentina deu de ombros e se escondeu atrás de Davi, como se temesse a fúria de Sophia.
— Basta! Sophia, se explique, mas não envolva os outros nisso. — Davi falou com firmeza, lançando um olhar severo para Sophia.
— Davi, não seja assim, ainda é cedo para tirar conclusões. — Samuel não conseguiu se conter e interveio.
— Com a gravação da câmera, o que mais ela tem a dizer? — Davi a encarou com dureza.
Sophia respirou fundo, sentindo uma grande decepção por Davi.


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