— Quem tirou suas fotos? Não pense que, por ser alguém próxima ao Presidente, pode agir sem provas e difamar os outros à toa! — O colega de trabalho, com o pescoço esticado, não aceitava a acusação.
— Eu... eu... — Kátia, flagrada, estava nervosa e gaguejava, sem conseguir se explicar.
— Eu ouvi toda a conversa de vocês e gravei tudo no meu celular. Tirar fotos sem permissão, sem uma razão legítima e de forma maliciosa já configura assédio e é um ato criminoso! — Sophia levantou o celular na mão. — Se vocês não apagarem as fotos, posso chamar a polícia e pedir para que apaguem por vocês!
Sophia estava apenas ouvindo a fofoca; não havia gravado nada, mas tentava assustá-los.
No entanto, em um local público, sem a permissão da outra pessoa e sem um propósito legítimo, tirar fotos de forma maliciosa já configura violação de privacidade.
Kátia estava apavorada, tremendo. Com a voz embargada, disse:
— Apague! Eu apago, vou apagar agora!
Ela levantou o celular e, diante de Sophia, apagou a foto do seu rosto, além de limpar os dados deletados.
Sophia então virou o olhar para o colega de trabalho.
Ele ainda não aceitava, mas sua postura estava um pouco vacilante. Tentando se manter firme, disse:
— Que fotos? Eu não tirei nenhuma foto sua, não venha me assustar com a polícia! Você também gravou por trás, o que é ilegal!
O colega de trabalho não dava muita importância ao que Sophia dizia, achando que ela era apenas uma mulher, uma mulher ali para ser um brinquedo de pessoas ricas.
"O que tem de errado em tirar umas fotos? Quem sabe ela já não tirou fotos ainda mais comprometedores com o Davi! Esse tipo de mulher faz qualquer coisa por dinheiro!"
Davi, o Presidente, estava a caminho da sala de reuniões com o gerente geral da filial e outros diretores.
Eles estavam passando pelo sala de descanso e ouviram a discussão.
Ele ouviu vagamente a voz de Sophia.
— O que está acontecendo aqui?
Davi apareceu na entrada do sala de descanso.
O colega de trabalho ficou visivelmente assustado.
Kátia, soluçando ao lado, ao ver o Presidente, ficou tão aterrorizada que não ousou falar.
Laís resumiu de forma concisa o que havia acontecido.



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