Era tarde da noite e o Reino das Diversões já havia fechado. O responsável e os funcionários tinham encerrado o expediente. Todo o parque estava deserto, restando apenas Davi e Gabriel, que vigiava do lado de fora da sala de monitoramento.
Gabriel não suportava ver seu chefe tão abatido. Olhou para o relógio de pulso: já passava das 11 da noite. Se aproximou e bateu na porta.
— Chefe, está na hora de ir para casa.
Ir para casa?
Davi soltou um riso autodepreciativo.
Sem Sophia, ele já não tinha mais um lar.
Soltou um longo suspiro, fechou os olhos e engoliu em seco a dor que o sufocava.
Ele tinha certeza absoluta de que o perfil na foto era Sophia. Não havia se enganado.
No entanto, depois de passar o dia inteiro analisando minuciosamente as imagens das câmeras de segurança, ampliando cada detalhe para não deixar nada escapar, ele simplesmente não conseguiu encontrar aquele rosto na gravação.
Sophia estava se escondendo dele?
Ela estava o punindo?
Se fosse esse o caso, ele aceitaria a punição. Mas... depois que a castigasse o suficiente, será que Sophia poderia voltar?
Davi se levantou da cadeira.
Se ouviu um barulho vindo da sala de monitoramento, e Gabriel segurou a maçaneta, pronto para entrar.
Davi falou a tempo de impedi-lo:
— Não entre. Estou bem.
Sua voz soou rouca e abafada.
Ele não queria que ninguém o visse naquele estado de desânimo e desalento.
Gabriel, ao perceber que o chefe estava bem, retirou lentamente a mão da maçaneta.
Dentro da sala, Davi estava curvado, apoiando as mãos na mesa do computador.
Depois de passar tanto tempo na mesma posição, suas pernas ficaram dormentes. O barulho de antes foi porque, ao se levantar, ele perdeu o equilíbrio e esbarrou na mesa, derrubando um copo.
Felizmente, não havia água dentro.
Davi pegou o copo, o colocou de volta no lugar e se sentou novamente, esperando as pernas voltarem ao normal antes de finalmente sair da sala.

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