André estendeu a língua e lambeu os lábios, sorrindo maliciosamente:
— Se você entrou assim, eu também entrei assim.
Ele colocou a mão grande, que acabara de tocar a pele de Valentina, na frente do rosto e respirou fundo. Sentiu um cheiro que reconheceu imediatamente.
Como ele!
Astuta e traiçoeira.
— Eu não me importo com como você entrou aqui, agora sai daqui imediatamente! — Valentina cobriu seu corpo com o cobertor e repreendeu em voz baixa.
André fez um som de desdém:
— Já vi tudo, agora está se fazendo de santa. Meu primo estava bêbado, sem reação, então aproveitei para te ajudar. — Ele falou com uma entonação sedutora e venenosa.
Ficar com a mulher do Davi o excitava.
— Não preciso de sua ajuda, saia agora!
André olhou rapidamente para o celular que estava sobre a mesa.
— Tem certeza?
Valentina hesitou por um momento.
Após um longo silêncio, André se levantou de cima dela, pegou as calças que estavam espalhadas no tapete e, ao olhar para o lençol, viu as manchas de sangue.
Levantou as sobrancelhas, surpreso.
— Você ainda é virgem?
— André! Já acabou, saia agora! — Ao ver o sangue, Valentina ficou com o rosto pálido.
Toda a sua preparação havia sido desperdiçada.
André deu uma risada desdenhosa, vestiu as calças e ignorou o que ela dissera.
Foi até a janela e enviou o vídeo para seu próprio celular.
Com um sorriso malicioso no canto da boca, levantou o celular:
— Você se saiu muito bem, nada que parecesse ser a primeira vez.
— Me deixe em paz! — Valentina o olhou com raiva e apontou para a porta.
— Até logo!


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