— Não! — Vittoria gritou, cobrindo rapidamente os olhos de seu filho. — O que você fez, mãe? — chorou. — Ele... ele era seu filho, seu... seu próprio sangue!
Ela soluçou, querendo correr para o corpo sem vida de seu marido, deitado no chão, cercado por uma poça de seu próprio sangue, mas os homens de Alessandro a seguraram a pedido dele.
— Me deixe! Você matou meu marido, agora me deixem vê-lo pela última vez! — ela brandou para Alessandro.
— Vittoria, leve Lorenzo para o seu quarto — Maria instruiu, sua voz firme. Vittoria olhou fixamente para sua sogra, incrédula e com nojo. — Vá para o seu quarto, Vittoria! — A voz de Maria aumentou, seu tom tão frio que fez Vittoria recuar.
Respirando pesadamente de raiva e ódio, Vittoria encarou Maria com olhos lacrimejantes, cheios de repulsa, antes de finalmente se retirar para seu quarto, levando Lorenzo consigo.
— O que você fez? — Alessandro brandou, arrancando o revólver de volta de Maria. Ele não queria que ele morresse tão rapidamente e facilmente.
Alessandro havia planejado fazê-lo confessar seus pecados e crimes, revelar quem mais havia traído o rei da máfia, mas Maria arruinou tudo.
— Ele merecia — a voz de Maria falhou, embora sua expressão permanecesse fria. — E eu mereço essa punição por dar à luz um filho assim. O que poderia ser uma redenção mais cruel para mim do que matar meu próprio filho com minhas próprias mãos? — Maria disse gelidamente, seus olhos fixos em nada.
Alessandro ficou momentaneamente chocado ao ouvir Maria. Ele não esperava isso de sua madrasta. No entanto, ele não queria que Lorenzo testemunhasse a morte de seu pai, assim como foi obrigado a assistir sua mãe morrer quando era muito jovem. Mas, acima de tudo, ele não esperava que Maria matasse seu próprio filho. Ele estava confuso e impressionado, acreditando que Maria escolheu ficar do lado da justiça e dele.
— Mas você não precisava fazer isso. Eu não queria que você passasse por isso, mãe — Alessandro franziu a testa, sua voz cheia de preocupação.
— Não se preocupe, filho. Estou bem. Eu só perdi um filho inútil, e meu outro filho ainda está vivo — Maria respondeu com um sorriso fraco enquanto acariciava gentilmente o braço de Alessandro. — Você é quem merece viver. — Ela baixou os olhos antes de continuar, sua voz tremendo de emoção. — Lamento não ter conseguido salvar Aria e seu filho naquela época — Murmurou, as lágrimas se acumulando enquanto começava a soluçar, sua dor e remorso se derramando em forma de lágrimas.
Alessandro envolveu seu braço em torno de seu ombro para confortá-la.
— Não se culpe — Alessandro disse suavemente enquanto a guiava até o sofá mais próximo, fazendo sinal para seus homens retirarem o corpo de Enzo do chão.
Maria assentiu, fungando, enquanto Alessandro lhe entregava um copo d'água. O incidente ainda era difícil para ele processar. Sua mão coçava com a vontade de punir o bastardo pelo que ele havia feito à sua esposa. Sua vingança parecia incompleta.

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