Maria estava ansiosa sobre o que fariam sem Alessandro e como explicariam à Máfia Italiana que o rei da máfia estava morto. Ela não queria deixar para trás seu estilo de vida luxuoso e ser forçada a administrar o negócio sozinha, especialmente porque seu filho era um idiota inútil.
A voz de Maria endureceu enquanto ela dizia:
— Você cometeu um erro grave, Enzo. Alessandro era a razão de nosso sucesso. Sem ele, poderíamos perder tudo. Você não entende isso? — repreendeu. Alessandro não representava ameaça para eles, pois havia renunciado à sua herança e desistido de tudo para que Enzo tivesse e governasse. Ela o odiava, mas era egoísta o suficiente para deixá-lo viver.
— Essa é a razão, mãe — Enzo fez uma careta. — Essa é exatamente a razão pela qual eu nunca gostei dele, mãe. Você sempre me comparava a ele e queria que eu fosse melhor do que ele. Agora, sem ele, não haverá ninguém para me fazer sentir um fracasso — Enzo cuspiu amargamente.
Nesse momento, sua esposa, Vittoria, emergiu do corredor com seu filho, Lorenzo, segurando sua mão. Ela ouvira a última parte da conversa e entendia bem como seu marido se ressentia de seu meio-irmão.
— É verdade? — Os olhos de Vittoria brilhavam com prazer malicioso.
Enzo sorriu.
— É verdade, meu amor.
— Eu sabia — Vittoria disse. — Eu sabia que um dia você governaria todo esse império sozinho, e o dia chegou. — Ela o encorajou, e Enzo respondeu com um beijo.
— Eu sei que com você ao meu lado, podemos conquistar qualquer coisa.
Vittoria, filha de um membro de gangue da máfia, estava bem ciente das operações do submundo. Ela entendia o negócio e estava determinada a ver seu marido assumir o controle total, não mais vivendo nas sombras.
— Veja, mãe — Enzo disse triunfante. — Vittoria também está feliz, e você também deveria estar. Você odiava Alessandro e nunca foi capaz de matá-lo. Eu fiz isso por você. — Ele declarou com uma expressão presunçosa, regozijando-se em seu feito.
— Estou feliz por você, meu filho. Que mãe não ficaria contente em ver seu filho feliz? — Maria disse, dominada por seu afeto materno por ele. — Mas não é hora de celebrar, Enzo. Precisamos fingir que estamos de luto para que ninguém suspeite de nada — sugeriu.
— Oh, mãe, chega de fingimento. — Enzo anunciou em voz alta, chamando a atenção de todos. — Sou quem dita as regras agora, e todos têm que segui-las.
Ele olhou firmemente para os funcionários que o ouviram.
— De volta ao trabalho, seus idiotas inúteis — ele ordenou rude, fazendo com que os funcionários retomassem imediatamente suas tarefas. — Agora, seu chefe sou eu, e o que eu digo vai — Enzo declarou, mas suas palavras vacilaram quando a porta principal foi aberta com força.
Uma figura autoritária entrou, fazendo o rosto de Enzo empalidecer. Ele começou a tremer de medo. Maria e Vittoria compartilharam a mesma reação de choque e temor.
— O que está acontecendo? — Alessandro zombou ameaçadoramente. — Vocês todos me olham como se tivessem visto um fantasma.
— Você... você está vivo?! — Enzo gaguejou, sua voz cheia de incredulidade enquanto encarava Alessandro atordoado.
Alessandro olhou para ele com um sorriso frio e divertido.

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