A mansão inteira estava silenciosa de forma arrepiante, mas uma tempestade se formava dentro do coração de Maria. Ela se levantou abruptamente da cama e caminhou diretamente em direção ao quarto de Vittoria. Parando diante da porta, hesitou por um momento, então bateu e esperou. Poucos segundos depois, ouviu o suave clique da porta destrancando, e Vittoria apareceu, puxando a porta aberta.
Vittoria encarou Maria com olhos inchados e vermelhos. Maria não disse nada, simplesmente passou por ela e entrou no quarto. Vittoria fechou a porta atrás de si, observando enquanto Maria se aproximava da cama onde Lorenzo dormia. O coração de Maria doeu ao olhar para o rosto inocente de seu neto, uma réplica de seu falecido filho. Seus olhos se encheram de lágrimas. Ela nunca esperara por isso. Não fazia parte de seu plano. Cometeu inúmeros pecados para dar ao seu filho a melhor vida possível, e agora, olhe o que aconteceu. Ela teve que matá-lo?! Por um erro estúpido.
— Por quê, mãe?! — A voz de Vittoria se quebrou enquanto exigia em um tom acusatório. — Por que você matou seu próprio filho por causa daquele maldito Alessandro Valentino?
— O que mais eu poderia ter feito? — Maria retrucou, sua voz tremendo com uma mistura de raiva e arrependimento. — Meu filho tolo cometeu um erro grave, e seu fim era inevitável. — Ela pausou, suas emoções se inflamando enquanto continuava. — Se eu não o tivesse matado, Alessandro teria dado a ele uma morte tão brutal que nem você nem eu poderíamos suportar ver. Ele é um maldito monstro. Eu dei ao meu filho uma morte pacífica e escolhi uma boa vida para você e Lorenzo, Vittoria — acrescentou, deixando suas mãos caírem derrotadas ao lado do corpo.
— Mas é injusto, mãe! — Vittoria chorou, sua voz tremendo de raiva e tristeza. — Deveria ser aquele maldito Alessandro quem deveria morrer, não meu marido!
Maria estudou o rosto de Vittoria, marcado por lágrimas, antes de puxar sua nora para um abraço apertado, acariciando gentilmente os cabelos de Vittoria.
— Ele vai morrer — Maria sussurrou com certeza venenosa. — Confie em mim, eu darei a ele uma morte tão dolorosa que ele nunca poderia imaginar.
Vittoria se afastou, seu rosto corado de confusão e raiva.
— Mas como, mãe? — ela desafiou, sua voz aumentando em desespero. — Ele é o maldito invencível Alessandro Valentino! Você não viu o que aconteceu quando Enzo tentou matá-lo? Ninguém pode matá-lo, ninguém! Ele não pode ser morto! — soluçou, sua voz quebrando sob o peso de sua miséria.
Os olhos de Maria se estreitaram, um fogo frio se acendendo dentro deles. Ela segurou os ombros de Vittoria, forçando-a a olhar em seus olhos de aço.

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