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De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão romance Capítulo 444

— Você acha que eu tenho vida extra? Você me poupou? — Alexandre soltou uma risada fria enquanto olhava para Jorge.

— O tio pede desculpas, eu prometo não fazer isso da próxima vez! — Jorge juntou as mãos em súplica.

— Ainda tem uma próxima vez?

— Não, não!

Alexandre baixou os olhos por um momento. Quando os ergueu de novo, seu olhar estava muito mais afiado.

— Eu sei que você foi enganado pelo Henrique. Quem realmente queria me matar era ele, mas, na verdade, alguém deu essa ideia a ele, certo?

— Isso...

— Quem foi?

Jorge apertou os lábios, hesitando, sem querer dizer.

O canto da boca de Alexandre se curvou levemente. Ele pegou o celular e fez uma chamada de vídeo. O outro lado atendeu rapidamente, e então ele mostrou a tela para Jorge.

Do outro lado estava o armazém onde Henrique se escondia. Naquele momento, as chamas eram violentas, como se o lugar pudesse desabar a qualquer instante.

— Foi... foi o Celso!

Ao ouvir esse nome, Lívia ergueu a cabeça, chocada.

Ela jamais imaginou que Celso, aquele que queria casar a neta com Alexandre, também queria matá-lo. Então é isso? Se não consegue o que quer, resolve acabar com tudo?

— Alex, seu primo já te odiava por ter tirado tudo dele. Então, com a provocação de Celso, ele perdeu a razão. Eu achei que ele só queria te causar problemas, descarregar a raiva, nunca imaginei que ele mandaria um caminhão te atropelar. Se eu soubesse antes, o tio com certeza teria impedido!

Nesse momento, Jorge mostrou um ar de culpa. O que ele disse provavelmente era verdade. Mas, assim que terminou de falar, do outro lado do celular veio um estrondo. O armazém desabou naquele instante, faíscas voaram para o alto e o fogo engoliu tudo.

— Rique! Rique! — Ao ver aquilo, Jorge ficou perplexo.

— Filho! Meu filho! — Raquel gritou em desespero, e logo desabou no chão.

Depois do choque inicial, Jorge se virou furioso para Alexandre.

— O quê?

— Meu primo deve ter sido um rato na vida passada. Afinal, levou três anos cavando um túnel para escapar. Eu refleti um pouco e percebi que dei espaço demais, liberdade demais. Então decidi trancá-lo dentro de um prédio, com janelas e portas soldadas com barras de ferro. Esse rato não deve conseguir roer vergalhão, não é? — Alexandre soltou uma risada leve.

— Você... você... seu primo não é um criminoso!

— Se ele ousar fugir de novo, eu coloco ele no porão.

— Isso... isso é crime!

— Ele incitou alguém a me atropelar. Isso não é crime?

— Isso...

— Ou você prefere que ele vá para a cadeia?

Jorge não ousou responder. Seu sobrinho era realmente cruel e capaz de tal coisa.

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