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De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão romance Capítulo 443

— Enfim, Alex, como seu tio, como seu superior, exijo que você se divorcie dessa mulher, você... — Jorge nem tinha terminado de falar quando o celular tocou. Ele pegou para ver, e seu rosto imediatamente ficou pálido. — É... preciso ir ao banheiro.

Ele ia se levantar, mas Alexandre lançou-lhe um olhar e ainda bateu o dedo indicador na mesa.

— Atenda aqui mesmo.

— É coisa da empresa...

— E daí?

Jorge apertou os lábios. Talvez com medo de deixar escapar algo, acabou se sentando de novo, cruzou a perna esquerda sobre a direita e atendeu, fingindo calma.

— Secretário Felipe, estou jantando em casa agora. Se for urgente, mais tarde eu retorno a ligação.

Lívia levou a mão à testa. Será que ele realmente achava que ninguém sabia quem estava ligando?

— Pai, me ajuda! O armazém está pegando fogo, estou trancado aqui dentro, não consigo sair! — A voz de Henrique rugiu do outro lado da linha.

Jorge ficou paralisado por um instante, depois se levantou assustado, mas, por estar com as pernas cruzadas, bateu na perna da mesa e caiu de volta, puxando a toalha para o seu lado. Os copos, tigelas e talheres à sua frente caíram todos no seu colo.

Principalmente a tigela, que ainda tinha sopa quente, acabada de ser servida por Raquel.

— Ai! Que quente! Está queimando! — Gritou instintivamente Jorge.

— Pai! Eu é que estou prestes a morrer queimado! Me ajuda!

Ouvindo os gritos desesperados do filho, Jorge não se importou com mais nada e se levantou às pressas, querendo sair correndo.

— Mesmo que o tio corra o mais rápido possível, a pessoa já deve ter virado cinzas há muito tempo, não acha? — Disse Alexandre, tranquilamente.

Jorge podia ser burro, mas entendeu o que ele quis dizer.

— Foi você! Foi você que colocou fogo para matar o meu filho!

Lívia, comendo a costela de cordeiro, olhou para Jorge e sua esposa, que estava pulando de nervoso do outro lado, depois olhou para Alexandre, que continuava tranquilo tomando sopa. De onde aquela família tirou coragem para provocar Alexandre?

— A sopa está ótima, você também deveria provar um pouco.

Alexandre ainda serviu uma tigela para ela. E Lívia rapidamente a pegou.

— Querido, você é tão bom para mim. Daqui para frente, vou ser obediente e não vou te deixar irritado.

Ela não queria virar cinzas.

— É bom que você esteja consciente disso. — Alexandre sorriu com malícia.

Jorge finalmente não conseguiu mais se segurar.

— Alex, a culpa é toda minha! Eu fui tolo, contratei alguém para te machucar! Isso não tem nada a ver com o seu primo! Rápido, mande alguém apagar o fogo, tire ele de lá! — Jorge estava tão desesperado que quase chorava. — Eu só tenho um filho! Se algo acontecer com ele, eu também não vou sobreviver! Alex, poupe a vida do seu tio!

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