O destino era o jardim Luz e Poeira, o mar de flores que Rafael havia plantado para Lúcia.
Antes, ele mesmo havia arrancado tudo, deixando o lugar devastado, mas agora as flores tinham sido replantadas. Como o clima estava frio, vários estufins de plástico tinham sido montados.
Para restaurar aquilo a esse ponto, Rafael provavelmente gastou muito tempo e dedicação.
— Embora ela tenha partido, acredito que, lá do céu, ela ainda pode ver isso. — Disse Rafael, olhando para o jardim, com uma profunda tristeza nos olhos.
— Minha mãe foi muito feliz durante aqueles dez anos e tantos depois de se casar com meu pai.— Ela disse após um longo silêncio.
— Que bom. — Os olhos de Rafael ficaram vermelhos.
— Ela não pensou em te ver antes de falecer.
— Eu sei.
— Então você também deveria deixá-la ir.
Era como um conselho dela para ele. Os dois já haviam se perdido, perdido para sempre, separados pela vida e pela morte. Sendo assim, era melhor soltarem um ao outro. Quem ainda está vivo não precisa se torturar por quem já se foi.
— Sua mãe sempre ocupará o lugar mais importante no meu coração.
— Para quê isso?
— Não, isso é algo que nem eu mesmo consigo controlar.
Lívia suspirou. Ela queria deixar claro para Rafael que, embora fossem pai e filha por sangue, não havia realmente sentimento entre eles como tal. Seria melhor que cada um seguisse sua vida, sem interferir na do outro.
No entanto, quando estava prestes a falar, Rafael olhou para ela com certa hesitação e disse:
— Lili, você pode me chamar de pai?
— Desculpa, eu...
— Não tem problema, não precisa ter pressa. Eu posso esperar. Acredito que um dia você vai me aceitar.
Ao ver o cuidado e a cautela no jeito dele, ela não conseguiu dizer nada.
Foi então que Nelson ligou para ela.

Ele olhou para ela. Talvez para evitar que ela ficasse preocupada, e até esboçou um sorriso.
— Fica tranquila, com certeza não é o Noah. Aquele moleque não chegaria a esse ponto.
— Não é ele, com certeza não é. — Lívia assentiu.
Embora dissessem isso, na verdade os dois estavam abalados por dentro. Logo, nem conseguiam mais sorrir, nem falar.
Depois de dirigir por quase o dia todo, só chegaram ao destino já de noite.
Depois de entrar em contato com a polícia, Alexandre soube que só poderiam ir ao necrotério no dia seguinte.

E, pelas bitucas espalhadas no chão, dava para perceber que ele estava ali fazia bastante tempo.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Exigimos atualizações falta de respeito e comprometimento com os leitores...
Nunca mais atualizou,parou no capítulo 450 já deve ter quase 2 meses...
Qdo teremos o final da estória? Pf atualizem......
Que absurdo ainda não ter o final, pq não pode ter terminado o daquela forma. E o pior consta como livro concluido...
Parou no Capítulo 450 e nunca mais atualizou affs...
Cadê o restante dos capítulos?...
Quero mais capítulos...
Cadê os próximos capítulos?...
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...