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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 574

— Eu também, eu também! — exclamou Alice.

— Por mim, tudo bem. — respondeu Adrian.

Sobrou apenas Rodrigo. Antes que ele pudesse abrir a boca, Alice declarou.

— Se o meu irmão não for com a gente para o Réveillon, ele vai acabar ficando sozinho.

— Não há falhas nessa lógica. — concordou Adrian.

Rodrigo lançou um olhar sombrio sobre os dois e, por fim, voltou sua atenção para o rosto de Inês, assentindo com a cabeça.

A Sra. Silveira levou todos os pratos prontos para a mesa e gritou em direção à movimentada sala de estar.

— Sra. Jardim, o jantar está servido.

Inês guiou todos até a sala de jantar, fazendo breves comentários sobre cada cômodo pelo qual passavam.

A casa não era grande, bastava um olhar para compreender toda a planta. Contudo, enquanto Inês os apresentava, seus olhos brilhavam cristalinos, e sua voz, normalmente fria, trazia um leve tom de doçura.

Chegando à sala de jantar.

Alice pegou uma garrafa de vinho que não havia sido aberta alguns dias atrás e a colocou sobre a mesa.

— Pessoal, hoje vocês estão com sorte. Este é um vinho branco da coleção particular do meu irmão.

Os olhos de Paulina brilharam um pouco. Ela adorava um bom vinho e gostava especialmente da sensação de ficar levemente embriagada. Já havia degustado muitos vinhos excelentes, mas um da coleção de Rodrigo? Ela não apenas beberia, como beberia muito!

Adrian observou-a com o canto dos olhos e disse, com um sorriso.

— Todos podem beber um pouco, mas não se embriaguem. Lembrem-se de que mais tarde vamos para a beira do rio ver os fogos. Se alguém ficar bêbado e tropeçar na água, será uma lembrança inesquecível para o resto da vida.

Aquela frase conteve a todos, menos a única pessoa que ele realmente queria conter: Paulina.

Paulina degustava gole após gole, com uma expressão levemente inebriada. Quando ela fez menção de brindar com Inês, Rodrigo lançou-lhe um olhar congelante.

— Ela não pode beber.

O seu tom não permitia qualquer contestação.

Paulina, contrariada, rebateu.

— Você quer controlar os céus, a terra, e ainda quer controlar a Inês?

— Eu não controlo os céus nem a terra. — respondeu Rodrigo.

Ele só cuidava de Inês.

Rodrigo acrescentou.

— Ela fica tonta com um copo e desmaia com dois.

— ...

— ...

Inês fitou Rodrigo.

'Você não acreditou em mim.'

Rodrigo retribuiu o olhar.

'Eu acreditei.'

Entre os dois, pareceu formar-se uma barreira invisível, isolando os demais por um breve momento. Os outros também foram sensatos e continuaram a comer em silêncio, sem interromper a troca de olhares.

Pouco depois, Rodrigo cedeu. Antes de devolver a taça para Inês, dois terços do vinho foram despejados no seu próprio copo, quase até transbordar.

E, ao terminar o jantar, Rodrigo esvaziou até o último gole daquele copo cheio de vinho.

A feição do homem permanecia inalterada.

Inês pareceu um pouco surpresa, e Daniela comentou.

— O Diretor Simões tem uma tolerância impressionante ao álcool, ele só não bebe facilmente hoje em dia.

Na verdade, eram muito poucas as pessoas que conseguiam fazer o Diretor Simões erguer a sua própria taça.

Inês capturou uma palavra-chave.

— Hoje em dia?

Então, como era antigamente?

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