Ao presenciarem aquela cena, os presentes tiveram reações diversas. Seus olhares vagavam da figura de Inês de costas até o canto dos lábios orgulhosos de Rodrigo, com os olhos de todos girando astutamente.
Havia um entendimento silencioso entre eles.
Paulina estalou a língua discretamente. Olhando para a expressão presunçosa de Rodrigo, percebeu que o raio de sol do seu irmão havia errado a estratégia. Como ele não havia pensado em dar uma orquídea também?
— Para o grande Diretor Simões, não acha muito simples dar apenas um vasinho de orquídea comum?
Rodrigo lançou um olhar para Paulina. A princípio, não queria dar trela, mas ao lembrar que ela era uma amiga convidada por Inês, ele se dignou a responder.
— Inês gosta, e Inês precisa.
Paulina não conseguiu evitar um "nossa".
— Pelo visto, o Diretor Simões não tem espinhos em todas as suas palavras, e também sabe falar como um ser humano normal.
— Cof! — Adrian de repente pigarreou. Com verdadeiro medo de que ela provocasse aquele demônio encarnado, ele se aproximou e sussurrou: — Aquilo é uma orquídea negra. Pela qualidade, deve custar quase dez mil cada muda.
— Então até que não é tão ruim, mas ainda assim não é tão prático quanto um umidificador. — respondeu Paulina.
Exatamente no momento em que Inês saía do quarto, ela virou-se e lhe perguntou.
— O que você achou do umidificador? Não é muito prático?
Alice arrastou os pés até parar ao lado do irmão, ficou nas pontas dos pés e murmurou em segredo.
— A Sra. Ramalho trouxe um jogo de xícaras de café, o umidificador foi o Sr. Ramalho quem mandou.
Inicialmente, Rodrigo nem ligava que Paulina comparasse o umidificador com a sua orquídea. Mas, ao ouvir que tinha sido um presente de Augusto, a sua expressão foi ficando gradualmente séria enquanto olhava para Inês.
Inês olhou para Paulina e depois para Rodrigo, esforçando-se para ser imparcial.
— Ambos são práticos.
Embora não houvesse um vencedor claro, a Sra. Ramalho e Rodrigo não continuaram a discussão. Ambos sabiam que não podiam deixar Inês em uma posição constrangedora.
Ao ver que eles não prolongaram a disputa, Inês deu um leve suspiro de alívio e pediu que todos se sentassem, pois o jantar estaria pronto logo.
Xica só conhecia Inês, então sentou-se silenciosamente ao lado dela. Alice, que não desgrudava de Inês, naturalmente se acomodou do outro lado. Daniela e Esther também se sentaram por perto.
Noel sentou-se ao lado de Esther.
Rodrigo optou por não se sentar com eles. Em vez disso, foi até o escritório aberto de Inês, acomodou-se na cadeira que ela usava para trabalhar e ler, com as pernas longas levemente dobradas. Ele apoiou uma das mãos na mesa e folheou algumas páginas de um livro de forma casual, enquanto o seu olhar recaía de vez em quando sobre a sala de estar.
Adrian imediatamente se sentou ao lado dela e quis saber.
— Com quem você vai passar o Réveillon esta noite?
— Isso não te interessa. — cortou Paulina.
— ...
Ele recostou o corpo no encosto do sofá, exibindo um meio-sorriso. Parecia não se importar, mas o sorriso no canto dos seus lábios carregava um traço de amargura.
Rodrigo observava a cena, mas não disse nada.
Daniela também se manifestou.
— Dra. Jardim, eu também tenho um compromisso para a virada esta noite.
— Eu não tenho. — disse Esther.
— Eu também não. — emendou Noel logo em seguida.
— Eu, de qualquer forma, vou passar a virada com a veterana. — afirmou Xica.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...