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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 575

— Sim, hoje em dia. Quanto a antigamente... — Daniela sorriu. — Não ousamos discutir o passado do chefe, mas você pode perguntar diretamente a ele.

Rodrigo não recebeu nenhuma pergunta de Inês até o momento em que entraram no carro rumo à beira do rio.

Com o semblante fechado, ele fechou os olhos para fingir que estava dormindo.

Ao seu lado, Inês também fechou os olhos e fingiu dormir.

No mesmo carro, Alice olhou para trás e franziu a testa em confusão.

Será que ela também deveria fingir um cochilo?

Sim!

Alice fechou os olhos e assim permaneceu até que o veículo parou totalmente e o motorista avisou que haviam chegado. Os três abriram os olhos simultaneamente.

Adrian e Xica chegaram com os outros quatro logo em seguida. Desceram dos carros, e as sete pessoas se encontraram no estacionamento subterrâneo. Ao pegarem o elevador e saírem no nível da rua, Inês observou a multidão densa de pessoas e ficou paralisada por um instante.

— Tem tanta gente.

— Sendo feriado ou não, esse lugar está sempre lotado. Especialmente no Réveillon, que é um feriado que exige um grande senso de celebração. É quando tem mais gente, todos ficam esperando para fazer a contagem regressiva e gritar Feliz Ano Novo enquanto assistem aos fogos. — explicou Xica.

Era a primeira vez que Inês passava por uma data comemorativa daquela forma. Antes, ela não tinha tempo, muito menos aquele tipo de vontade para celebrações.

Ela olhou para Alice e Rodrigo. Os dois irmãos eram herdeiros de uma família rica e provavelmente nunca haviam se espremido em lugares daquele tipo.

— Eu não preparei um roteiro antes, tem gente demais. — disse Inês.

Noel e Esther, que eram trabalhadores acostumados às dificuldades, entenderam imediatamente o que Inês quis dizer. Eles não viam problema naquilo, mas o Diretor Simões e a Srta. Simões realmente nunca haviam passado por situações de aglomeração.

Se eles tivessem organizado a noite de Ano Novo, estariam no terraço com jardim de um hotel luxuoso à beira-rio, onde, além de assistirem aos fogos, teriam uma vista panorâmica de quase toda a Cidade Alvorecer.

Os dois ficaram em silêncio.

— Para que roteiro? — Rodrigo ergueu levemente o queixo, com os olhos focados do outro lado da rua. — Damos dois passos, atravessamos a avenida, subimos alguns degraus de escada e chegamos.

A sua expressão era casual, como se fosse algo totalmente trivial.

Alice também assentiu.

— É verdade, é só andar até lá e pronto. Olhem o tanto de gente que tem lá, com certeza é uma ótima posição para assistir. O problema é que tem tanta gente que não vamos conseguir chegar lá na frente.

— Lá na frente todo mundo quer tirar foto. Daquele ângulo dá para pegar perfeitamente o marco da cidade e o rio. Quando os fogos começarem, se você se abaixar, ainda consegue pegar o show no céu. Nós vamos tirar fotos depois? — perguntou Xica.

Com o leve movimento do seu cabelo, a fragrância fresca e herbal que vinha dos fios de Inês penetrou continuamente nas narinas de Rodrigo, enquanto os cabelos dela roçavam suavemente em seu rosto, provocando um leve formigamento.

O pomo de adão de Rodrigo se moveu, e ele não conseguiu evitar engolir em seco.

O sinal abriu para verde.

Todos começaram a avançar. Rodrigo destacava-se na multidão com a sua altura imponente e sua aparência excepcional. De vez em quando, alguém virava a cabeça para olhá-lo.

Mesmo atravessando a rua, havia quem não resistisse a olhar para trás. Algumas pessoas chegaram a apertar o celular nas mãos, como se estivessem cogitando pedir o seu contato.

A beleza de Rodrigo era verdadeiramente ofuscante.

Como consequência, Inês, que andava ao lado dele, também passou a receber olhares vindos de todas as direções.

Ela virou o rosto para olhar para Rodrigo.

— Olhe por onde anda. — advertiu Rodrigo.

Inês voltou os olhos para a frente. Terminaram de atravessar a faixa de pedestres, mas logo foram forçados a parar de novo. Seja virando à esquerda, à direita ou subindo as escadas, os caminhos estavam todos bloqueados pela multidão.

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