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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 572

— Nem pense nisso. Ela já me considera uma amiga, eu não posso simplesmente te levar junto sem permissão só porque você é meu irmão. Mas você pode ficar tranquilo, eu vou fazer a sua propaganda por lá. Além do mais, você não conseguiria entrar nesse lugar. Fica na Rua Paz, nº 10.

A cabeça de Augusto voltou a pender para baixo.

— Então entregue um presente de casa nova para ela por mim.

— Tudo bem. — Isso Paulina conseguia fazer.

Augusto então começou a escolher o presente, e Paulina o alertou ao lado.

— Pelo que conheço da Inês, ela não aceita nada muito caro, e não usaria nada que não fosse prático. Se ela não usar, significa que não vai ver, e se não vai ver, qual é o sentido?

Augusto achou que ela tinha razão. Ele pensou que, como o inverno era muito seco, seria melhor dar um umidificador de ar. Se ficasse posicionado na sala de estar, Inês não o veria todos os dias?

Sendo assim, no próprio dia 31 de dezembro, Paulina pediu ao motorista que carregasse o umidificador de ar, enquanto ela própria levava em mãos o presente que iria dar. Após se registrar na portaria, chegou à porta da casa de Inês e tocou a campainha.

Foi a Sra. Silveira quem atendeu a porta.

— Sra. Ramalho! Que bom que a senhora chegou, por favor, entre. A Sra. Jardim ainda está a caminho de casa, mas o Dr. Soares já chegou.

Paulina calçou os chinelos de visita e entrou. Logo viu Adrian sentado no sofá, com uma máquina de café colocada ao seu lado.

— Sra. Ramalho, chegou cedo. — Adrian levantou-se rapidamente, com os olhos correndo para o presente que ela segurava na mão. Não dava para saber o que havia dentro da caixa, mas o motorista dela carregava um umidificador de ar.

Ele perguntou, surpreso.

— Dois presentes?

— Não é da sua conta. — respondeu Paulina.

Adrian não entendeu por que ela de repente teve aquele ataque de patricinha. Ele apenas sorriu e abriu espaço.

— Por favor, sente-se, Sra. Ramalho.

Paulina sentou-se no sofá, erguendo levemente o queixo.

— Por que você deu uma máquina de café? Alguém como você, que cresceu estudando medicina tradicional desde criança.

Adrian olhou com atenção para o presente dela, que tinha algumas letras miúdas impressas em cima.

— Então a Sra. Ramalho trouxe um conjunto de xícaras de café. Que coincidência a nossa.

Paulina não disse mais nada.

Às seis e meia, Alice chegou, trazendo consigo um aspirador robô.

Às sete horas, Inês voltou, seguida por Xica, Daniela e Esther, e cada uma trazia um presente.

Alice esticou a cabeça e olhou para o corredor.

— E o meu irmão? Vocês não vieram juntos?

— O Diretor Simões e o Noel ainda tinham algumas coisas para resolver, eles chegarão dez minutos mais tarde. — respondeu Daniela.

— Ah. — murmurou Alice.

Seus caules avermelhados eram esguios e elegantes.

Cheirando de perto, exalava uma fragrância fria e incomparavelmente pura.

— O presente. — Rodrigo estendeu a orquídea e perguntou em voz baixa: — Tem espaço no seu quarto para colocar isso?

Aquela era uma pergunta muito astuta.

Se ele perguntasse "Posso colocar aqui?", e Inês dissesse não, o destino do vaso de orquídea seria em outro lugar da casa.

Ao perguntar se havia espaço no quarto, se Inês respondesse que não, Rodrigo ainda poderia retrucar dizendo que em um lugar tão grande era impossível não caber nem mesmo um único vaso de flores.

Em suma, o objetivo dele era fazer com que aquela orquídea que ele estava dando ficasse imponentemente diante dos olhos de Inês.

Que ela a visse antes de dormir e assim que abrisse os olhos.

E, assim, ao ver o objeto, ela se lembraria de quem o deu.

Inês entreabriu levemente os lábios.

— Tem sim.

Ela abraçou o vaso de orquídea, foi até o quarto e o colocou delicadamente sobre a mesa de cabeceira de madeira.

O ambiente silencioso instantaneamente ganhou um toque de vivacidade.

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