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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 466

Se ela conseguisse encontrar Inês Jardim, teria se dado ao trabalho de ir atrás de Julieta?

Mariana fuzilou Julieta com o olhar:

— Não vai devolver, é? Então eu vou lá fora gritar.

Os pais de Julieta sentiram um sobressalto, temendo de verdade que ela voltasse a fazer escândalo.

Julieta tomou uma decisão drástica:

— Vá em frente, vá gritar, Mariana. Mas não se esqueça de que eu carrego o filho do seu irmão no ventre. Se algo acontecer com o meu bebê, você vai pagar com a própria vida! Mariana, você quer o dinheiro ou a vida?

Mariana olhou instintivamente para a barriga dela:

— Quase me esqueci disso. Você ainda está grávida de um bastardo.

— Mariana! — Julieta sentiu uma pontada de dor no baixo-ventre devido à raiva e rapidamente cobriu a barriga com a mão. — Seu irmão e Inês já estão divorciados, meu filho não é um bastardo!

— Se não casou, é bastardo. Vai lá, tenha o bebê. Quando ele nascer, veja como as pessoas vão xingá-lo quando crescer. Um moleque de rua que só tem mãe e não tem pai... — provocou Mariana.

Plaft!

Julieta acertou um tapa no rosto de Mariana.

Mariana enfureceu-se instantaneamente, estendeu a mão e agarrou os cabelos de Julieta. Uma briga estava prestes a explodir.

Mas estavam na casa de outra pessoa.

Em desvantagem numérica, Mariana foi afastada pelos pais de Julieta e, no fim das contas, não conseguiu revidar o golpe.

A dor na barriga de Julieta foi se tornando cada vez mais intensa.

— Pai, mãe, hospital, me levem para o hospital... — Ela segurava a barriga, com o rosto contorcido de dor.

Os pais de Julieta, em pânico, chamaram uma ambulância.

Vendo que Julieta não parecia estar fingindo, Mariana imediatamente se acalmou. Se algo realmente acontecesse com a criança, ela não teria como arcar com a responsabilidade.

Julieta foi colocada na ambulância.

Os pais de Julieta a acompanharam. Mariana, um tanto assustada, pegou um táxi e os seguiu.

No hospital.

Julieta encontrou a médica que havia solicitado seus exames na última consulta. Ao ouvir que ela estava com dores abdominais, a médica franziu a testa repetidamente.

— Certo.

Coincidentemente, Mariana entrou no quarto nesse momento. Ao ver a encenação dela, praguejou:

— Que nojo. Fique sabendo que, mesmo que o meu irmão venha, vai ser para dizer que não quer essa criança. A minha mãe já falou com ele ontem, nós não queremos esse bebê.

As pupilas de Julieta se contraíram.

No segundo seguinte, ela retrucou:

— Se vamos ter a criança ou não, não cabe a vocês decidir, mas a mim. O bebê está na minha barriga.

Mariana a encarou com desdém:

— Você só quer usar o filho para prender o meu irmão. Julieta, seria um milagre se alguém do seu nível conseguisse ter um filho saudável!

— Mariana, se você tem tanta coragem, vá dizer essas coisas na cara do seu irmão. De que adianta bancar a valente na minha frente?

As duas discutiram por mais um tempo, até que os pais de Julieta entraram, ignorando Mariana, e disseram à filha:

— Amanhã de manhã você precisará colher sangue em jejum. Não pode comer nada depois das dez horas da noite de hoje.

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