Se ela conseguisse encontrar Inês Jardim, teria se dado ao trabalho de ir atrás de Julieta?
Mariana fuzilou Julieta com o olhar:
— Não vai devolver, é? Então eu vou lá fora gritar.
Os pais de Julieta sentiram um sobressalto, temendo de verdade que ela voltasse a fazer escândalo.
Julieta tomou uma decisão drástica:
— Vá em frente, vá gritar, Mariana. Mas não se esqueça de que eu carrego o filho do seu irmão no ventre. Se algo acontecer com o meu bebê, você vai pagar com a própria vida! Mariana, você quer o dinheiro ou a vida?
Mariana olhou instintivamente para a barriga dela:
— Quase me esqueci disso. Você ainda está grávida de um bastardo.
— Mariana! — Julieta sentiu uma pontada de dor no baixo-ventre devido à raiva e rapidamente cobriu a barriga com a mão. — Seu irmão e Inês já estão divorciados, meu filho não é um bastardo!
— Se não casou, é bastardo. Vai lá, tenha o bebê. Quando ele nascer, veja como as pessoas vão xingá-lo quando crescer. Um moleque de rua que só tem mãe e não tem pai... — provocou Mariana.
Plaft!
Julieta acertou um tapa no rosto de Mariana.
Mariana enfureceu-se instantaneamente, estendeu a mão e agarrou os cabelos de Julieta. Uma briga estava prestes a explodir.
Mas estavam na casa de outra pessoa.
Em desvantagem numérica, Mariana foi afastada pelos pais de Julieta e, no fim das contas, não conseguiu revidar o golpe.
A dor na barriga de Julieta foi se tornando cada vez mais intensa.
— Pai, mãe, hospital, me levem para o hospital... — Ela segurava a barriga, com o rosto contorcido de dor.
Os pais de Julieta, em pânico, chamaram uma ambulância.
Vendo que Julieta não parecia estar fingindo, Mariana imediatamente se acalmou. Se algo realmente acontecesse com a criança, ela não teria como arcar com a responsabilidade.
Julieta foi colocada na ambulância.
Os pais de Julieta a acompanharam. Mariana, um tanto assustada, pegou um táxi e os seguiu.
No hospital.
Julieta encontrou a médica que havia solicitado seus exames na última consulta. Ao ouvir que ela estava com dores abdominais, a médica franziu a testa repetidamente.
— Certo.
Coincidentemente, Mariana entrou no quarto nesse momento. Ao ver a encenação dela, praguejou:
— Que nojo. Fique sabendo que, mesmo que o meu irmão venha, vai ser para dizer que não quer essa criança. A minha mãe já falou com ele ontem, nós não queremos esse bebê.
As pupilas de Julieta se contraíram.
No segundo seguinte, ela retrucou:
— Se vamos ter a criança ou não, não cabe a vocês decidir, mas a mim. O bebê está na minha barriga.
Mariana a encarou com desdém:
— Você só quer usar o filho para prender o meu irmão. Julieta, seria um milagre se alguém do seu nível conseguisse ter um filho saudável!
— Mariana, se você tem tanta coragem, vá dizer essas coisas na cara do seu irmão. De que adianta bancar a valente na minha frente?
As duas discutiram por mais um tempo, até que os pais de Julieta entraram, ignorando Mariana, e disseram à filha:
— Amanhã de manhã você precisará colher sangue em jejum. Não pode comer nada depois das dez horas da noite de hoje.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...