Na porta do quarto do hospital.
O segurança ligou imediatamente para Allan assim que viu Pâmela.
Allan estava no carro, sentado ao lado de Tomas.
— Pai, é uma ligação do hospital.
Tomas disse:
— Ela realmente foi para lá.
Allan atendeu rapidamente o telefone e, após ouvir por alguns segundos, ordenou:
— Segurem-na de qualquer maneira, estamos chegando.
— Ela só vai se sentir em paz depois de acabar com a sua avó, não é? — disse Tomas. — Desde que saiu da prisão, ela se tornou outra pessoa. Como eu pude ter uma filha assim?
Ele continuou:
— Se eu soubesse, teria me divorciado de Viviana e me casado com Natália antes mesmo dela nascer.
— Assim, eu não teria trazido essa maldição para o mundo.
— Por que ela não pode ver como a Roberta age? Por que não aprende com ela?
Allan, impotente, tentou acalmá-lo:
— Pai, não se exalte tanto. A situação da vovó pode ser resolvida.
— Dois anos na prisão, certamente coisas que não podemos imaginar aconteceram. Ela disse a Ronaldo que não pode mais ter filhos.
— Dê a ela mais uma chance. Quando a encontrarmos, vamos conversar com calma, discutir as coisas.
— Ela foi criada com todos os mimos. Ser jogada na prisão por dois anos, é normal que sua personalidade mude.
— Nós temos que assumir parte da responsabilidade por isso.
— Allan, você está do lado dela? Está me culpando? — perguntou Tomas.
— Pai, eu também concordei que Pâmela fosse para a prisão dois anos atrás. Foi tudo por esta família. Mas agora que Pâmela se tornou assim, não podemos pressioná-la demais.
— Pressioná-la demais? Espere até chegarmos ao hospital. Veremos quem está pressionando quem. É cedo demais para tirar conclusões.
No hospital.
Pâmela estava sem paciência e, com um gesto, disse:
— Comecem.
As dezenas de seguranças que Evaldo lhe emprestara, que estavam na frente, começaram a lutar com os seguranças da família Castro ao seu comando.
Naquele momento, atrás de Pâmela, havia também uma equipe médica extremamente profissional.
Eram eles que realmente levariam sua avó.
Quando Tomas e Allan chegaram, a briga já havia começado.
Era evidente que os seguranças da família Castro estavam em desvantagem e logo seriam derrotados.
Ao ver a cena, Tomas quase vomitou sangue de raiva.
— Parem!
Seu grito severo fez com que todos parassem.
Pâmela se virou e o viu se aproximar.
Tomas ergueu a mão para dar um tapa no rosto de Pâmela, mas com um olhar dela, o segurança ao seu lado imediatamente bloqueou o golpe.


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