Ronaldo também suspirou.
— Que confusão. Ela já é uma adulta, por que não pode ser um pouco mais sensata? Vive preocupando a família. Agora que está casada, pertence à família Gattas. Esse assunto pode recair inteiramente sobre nós?
Allan respondeu.
— A atenção de Sandro está toda em Roberta agora. Você é realmente ingênuo ou está se fazendo de bobo? Não percebeu? Acha que ele ainda se importa com Pâmela?
Como o irmão mais velho da casa, Allan pensou e repensou, e concluiu que não podia simplesmente ignorar os problemas de Pâmela.
Ele não podia simplesmente assistir enquanto ela rompia completamente com a família, a ponto de não ter mais volta.
Se isso acontecesse, ela realmente ficaria sem nada.
Uma mulher casada, que já teve um filho e esteve na prisão, mesmo sendo uma herdeira de família rica, poucos se atreveriam a se envolver com ela.
Muito menos, que futuro ela teria se fosse expulsa de casa.
Ronaldo disse.
— Esse Sandro não vale nada, comendo em um prato e de olho em outro. Pâmela foi como uma benfeitora para ele, nunca o prejudicou em nada. Como ele pode tratá-la assim?
Ao ouvir isso, Allan o repreendeu imediatamente.
— Cale a boca! Você também ficou louco? Esqueceu de quem a família Castro depende para se sustentar agora?
— Allan, eu só estou desabafando em particular.
— As paredes têm ouvidos. Roberta está do lado de Sandro primeiro, e depois do nosso.
— Entendido. Mais tarde, vou procurar Pâmela para conversar com ela a sós.
...
Depois que Pâmela saiu, foi levada por Evaldo de volta para a mansão no topo da montanha.
— De agora em diante, não ficaremos no hospital, vamos morar na mansão.
Pâmela não fez cerimônia.
— Me dê o número da sua conta, vou transferir o aluguel.
Evaldo disse.
— Você não precisa pagar aluguel para morar comigo. Já não tínhamos combinado? É principalmente para evitar que você morra por aí e desperdice um rim.
Ela não entendia bem.
— Se sua casa é equipada daquele jeito, por que você ainda mora no hospital?
— O hospital tem mais gente, parece mais animado.
Isso era algo que Pâmela jamais teria imaginado.
Quem consideraria a agitação de um hospital como algo verdadeiramente animado?
O cheiro de desinfetante misturado com as despedidas da vida e da morte.
Ela odiava ir ao hospital e, mesmo com sua saúde debilitada, não queria ficar internada.
Percebendo a incompreensão de Pâmela, ele explicou que pacientes como eles, na verdade, temiam ser internados.
Uma vez internado, significava que sua condição havia piorado novamente.
Evaldo disse.
— Não se preocupe, eu moro no hospital justamente porque não estou morrendo. Geralmente, sinto-me muito solitário e entediado, sem ninguém para me acompanhar. As limitações da minha saúde não me permitem trabalhar por longos períodos, nem sair para me divertir por muito tempo.
— Ficar em casa é chato, então prefiro estar no hospital, observando as doenças dos outros. Acho isso mais interessante.
Pâmela respondeu.
— Evaldo, não pense que terei tempo para lhe fazer companhia. Mesmo que eu fosse morrer amanhã, ainda teria trabalho a fazer hoje.
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