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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 54

Ronaldo também suspirou.

— Que confusão. Ela já é uma adulta, por que não pode ser um pouco mais sensata? Vive preocupando a família. Agora que está casada, pertence à família Gattas. Esse assunto pode recair inteiramente sobre nós?

Allan respondeu.

— A atenção de Sandro está toda em Roberta agora. Você é realmente ingênuo ou está se fazendo de bobo? Não percebeu? Acha que ele ainda se importa com Pâmela?

Como o irmão mais velho da casa, Allan pensou e repensou, e concluiu que não podia simplesmente ignorar os problemas de Pâmela.

Ele não podia simplesmente assistir enquanto ela rompia completamente com a família, a ponto de não ter mais volta.

Se isso acontecesse, ela realmente ficaria sem nada.

Uma mulher casada, que já teve um filho e esteve na prisão, mesmo sendo uma herdeira de família rica, poucos se atreveriam a se envolver com ela.

Muito menos, que futuro ela teria se fosse expulsa de casa.

Ronaldo disse.

— Esse Sandro não vale nada, comendo em um prato e de olho em outro. Pâmela foi como uma benfeitora para ele, nunca o prejudicou em nada. Como ele pode tratá-la assim?

Ao ouvir isso, Allan o repreendeu imediatamente.

— Cale a boca! Você também ficou louco? Esqueceu de quem a família Castro depende para se sustentar agora?

— Allan, eu só estou desabafando em particular.

— As paredes têm ouvidos. Roberta está do lado de Sandro primeiro, e depois do nosso.

— Entendido. Mais tarde, vou procurar Pâmela para conversar com ela a sós.

...

Depois que Pâmela saiu, foi levada por Evaldo de volta para a mansão no topo da montanha.

— De agora em diante, não ficaremos no hospital, vamos morar na mansão.

Pâmela não fez cerimônia.

— Me dê o número da sua conta, vou transferir o aluguel.

Evaldo disse.

— Você não precisa pagar aluguel para morar comigo. Já não tínhamos combinado? É principalmente para evitar que você morra por aí e desperdice um rim.

Ela não entendia bem.

— Se sua casa é equipada daquele jeito, por que você ainda mora no hospital?

— O hospital tem mais gente, parece mais animado.

Isso era algo que Pâmela jamais teria imaginado.

Quem consideraria a agitação de um hospital como algo verdadeiramente animado?

O cheiro de desinfetante misturado com as despedidas da vida e da morte.

Ela odiava ir ao hospital e, mesmo com sua saúde debilitada, não queria ficar internada.

Percebendo a incompreensão de Pâmela, ele explicou que pacientes como eles, na verdade, temiam ser internados.

Uma vez internado, significava que sua condição havia piorado novamente.

Evaldo disse.

— Não se preocupe, eu moro no hospital justamente porque não estou morrendo. Geralmente, sinto-me muito solitário e entediado, sem ninguém para me acompanhar. As limitações da minha saúde não me permitem trabalhar por longos períodos, nem sair para me divertir por muito tempo.

— Ficar em casa é chato, então prefiro estar no hospital, observando as doenças dos outros. Acho isso mais interessante.

Pâmela respondeu.

— Evaldo, não pense que terei tempo para lhe fazer companhia. Mesmo que eu fosse morrer amanhã, ainda teria trabalho a fazer hoje.

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