Natália também ouviu parte da conversa e ficou intrigada.
— De onde Pâmela conseguiu esses homens, tão eficientes? E Tomas, você não revogou a permissão dela? Como ela abriu a porta?
Sem a permissão, mesmo com ajuda, seria impossível entrar a menos que arrombassem a porta.
Era exatamente isso que irritava Tomas.
— Natália, vou deixar a babá aqui com você. Eu mesmo vou lá ver.
— Essa filha rebelde está cada vez mais me desrespeitando como pai.
— Tenho medo que ela vá ver a avó e faça alguma loucura.
Natália assentiu.
— Vá. Não tenho nada grave aqui, e há pessoas cuidando de mim.
A única preocupação de Tomas agora era que, ao restringir o acesso de Pâmela à avó, ele pudesse ter despertado sua rebeldia.
Agora que ela já estava com a avó, se a movesse, a levasse embora, ele perderia completamente o controle sobre Pâmela.
Enquanto isso, no quarto do hospital.
Pâmela sentou-se ao lado da cama, segurando a mão da avó e a pressionando contra seu rosto.
— Vovó, sou eu, Pâmela. Vim te ver. Vovó, sinto tanto a sua falta. Por favor, acorde logo, está bem?
Pâmela segurava a mão da avó contra seu rosto, como se a avó, como antigamente, a estivesse consolando gentilmente em seus momentos de tristeza.
Já se passaram dois anos, e a idosa permanecia em estado vegetativo.
A avó já era idosa; continuar assim significava que sua partida era apenas uma questão de tempo.
Pâmela queria dar à sua avó o melhor tratamento possível.
Além disso, o incidente de hoje a fez entender uma coisa.
Enquanto a avó estivesse ali, se ela não obedecesse à família, eles poderiam usá-la a qualquer momento para chantageá-la.
Hoje, controlaram seu acesso. Amanhã, a ameaça poderia ser ainda mais grave.
Pâmela sabia muito bem que sua família já não era mais a mesma.
Pâmela sussurrou:
— Vovó, quero te levar embora. Espere só mais um pouco. Assim que eu organizar os recursos médicos, vou te tirar daqui e cuidar de você pessoalmente.
Depois de ser ameaçada uma vez, Pâmela não queria que houvesse uma segunda.
Mal terminou de falar, a porta do quarto atrás dela foi aberta com força.
Tomas entrou com vários homens.
Do lado de fora, os seguranças ainda estavam em confronto.
Os homens que Evaldo lhe dera eram muito competentes, mas Tomas trouxera mais gente.
As duas partes estavam equilibradas, então Tomas conseguiu entrar primeiro.
— Pâmela, sua ingrata! Quem te deu permissão para entrar aqui?
Pâmela olhou para o próprio pai, que a chamava de ingrata, de coisa.
Era essa a imagem que ela tinha agora aos olhos do pai?
Que triste, que ridículo.



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