Sandro detinha algumas ações do hospital, então, na manhã seguinte, bateram na porta do quarto especial de Evaldo.
O som da batida foi leve e suave.
Em comparação com a noite anterior, Tomas e os outros andavam na ponta dos pés.
Pâmela já estava muito melhor após uma noite no hospital e comia a refeição nutritiva preparada pela equipe de nutricionistas de Evaldo.
Era preciso admitir, Evaldo sabia como viver bem.
Ambos eram pacientes, mas ele construiu para si um quarto especial, investindo uma grande quantia nos melhores recursos médicos.
Quanto aos cuidados com o corpo, nem se fala: ele montou a melhor equipe de nutricionistas, com três refeições diárias meticulosamente planejadas, absolutamente nutritivas.
Em contraste, Pâmela, também paciente, ficava em um hotel, tomava remédios quando sentia dor, pedia delivery quando sentia fome, sem ninguém para cuidar dela, ignorada por todos.
Evaldo estava lhe dando um sermão:
— O dinheiro no cartão do banco não se leva para o túmulo. Você não pode viver um pouco mais como uma herdeira rica?
— Você pode pagar por empregadas e seguranças, não pode?
— Uma empregada, pelo menos, garantiria que você não passasse fome.
— Se você tivesse alguns seguranças ao seu lado, quem da família Castro ou da família Gattas ousaria te desrespeitar?
— Claro, eles têm a língua afiada. Nesse ponto, sugiro que você me pague uma pequena taxa para xingá-los por você.
Ele ia continuar, mas foi interrompido por batidas na porta.
Pâmela perguntou:
— Você não vai abrir?
Evaldo respondeu:
— Há um assistente na suíte ao lado que cuidará disso.
Quando Tomas se preparava para bater novamente, o assistente de Evaldo, Sérgio, apareceu com dois seguranças de terno preto e fones de ouvido.
Eles nem perceberam de onde as pessoas haviam saído.
Os dois seguranças avançaram para bloquear o caminho, e Sérgio perguntou:
— Posso ajudar?
Allan respondeu:
— Demos entrada no hospital tarde da noite e lamentamos ter incomodado a pessoa importante aí dentro. Viemos especialmente para pedir desculpas.
Sérgio disse:
— Desculpe, nosso chefe não descansou bem ontem à noite e não está recebendo visitas.
Allan e Tomas trocaram um olhar; a arrogância era imensa.
A família Gattas, herdada por Sandro, era considerada uma família rica tradicional, com ações no hospital. Mesmo o patriarca aposentado da família Gattas não tinha tal postura.
Tomas, um veterano no mundo dos negócios, uma verdadeira raposa, percebeu apenas pela atitude que a pessoa lá dentro definitivamente não deveria ser provocada.
Ele disse apressadamente:
— Então não vamos incomodar. Por favor, transmita nossas desculpas.
Sérgio acenou brevemente com a cabeça, sem dizer mais nada.
Tomas não ousou demorar na porta e saiu rapidamente com seu filho mais velho.
Sérgio, seguindo o protocolo, bateu suavemente três vezes na porta e entrou.
— Senhor, eles foram dispensados.
Evaldo olhou para Pâmela:
— A família Castro é sempre tão educada e cortês?
A bajulação da família Castro ficou clara para Evaldo, mas Pâmela permaneceu impassível.
— Devo ter te feito passar vergonha.
Evaldo disse:
— Alguém no hospital tem a língua solta. Depois daremos um jeito nisso.
Sérgio respondeu:
— Sim, senhor.


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