Ronaldo apressou-se em dizer.
— Pai, a personalidade da Pâmela mudou muito desde que ela saiu da prisão, ela não é mais próxima de nós. Dê-lhe uma bronca, se quiser, mas, por favor, não levante a mão contra ela.
Allan concordou.
— Pai, o Ronaldo tem razão.
Natália, vendo que tanto Allan quanto Ronaldo estavam tentando acalmar a situação, sentiu que precisava dizer algo também e concordou.
— Tomas, Pâmela é a menina que você criou com tanto carinho. Como você pode levantar a mão contra ela?
Tomas ficou ainda mais irritado.
— Uma filha mal-educada é culpa do pai. Foi porque eu a mimei demais no passado que ela se tornou assim. Eu não a eduquei o suficiente antes, agora preciso corrigi-la urgentemente para que não se desvie mais.
— Uma família deve ser harmoniosa. Nossa casa era tão pacífica antes de ela voltar.
— Agora ela ainda está morando em um hotel e já está causando tanto tumulto e perturbação. Teremos algum dia de paz no futuro?
Natália olhou para Roberta e um sorriso quase escapou de seus lábios.
Allan e Ronaldo não souberam o que dizer.
Durante toda a noite, a expressão de Sandro não foi das melhores.
Tomas, vendo o rosto de seu genro, também não se sentiu bem.
Roberta gemeu baixinho, atraindo imediatamente a atenção de Sandro.
— Roberta, onde você não está se sentindo bem? Devo levá-la ao hospital? Você não aguenta bebida, deve ter bebido demais esta noite.
Roberta balançou a cabeça, não querendo ir.
Tomas, vendo que a expressão de Sandro havia melhorado um pouco, não se preocupou mais tanto.
Embora Pâmela tenha deixado Sandro infeliz, felizmente havia Roberta.
Contanto que Roberta pudesse conquistar o coração de Sandro, o resultado seria o mesmo.
Para a família Castro, era uma coisa boa.
O coração de Tomas se encheu de ainda mais ressentimento por Pâmela. Ela não tinha a habilidade de Roberta para os negócios e, mesmo com o corpo e o rosto de uma mulher de primeira linha que ele lhe dera, ela não conseguia nem segurar um homem.
Felizmente, ainda havia Roberta!
Roberta provavelmente exagerou na atuação. Vendo-a parecer tão mal, Sandro a pegou no colo e a levou para fora, em direção ao hospital.
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Quando Pâmela acordou, ela estava no hospital.
Ao lado da cama, sob a luz quente e suave, o rosto de Evaldo parecia ter um filtro, tão bonito e charmoso como se tivesse saído de um mangá.
Ele era alto e de pernas compridas, sentado em um sofá com as pernas cruzadas casualmente, segurando um laptop fino, ocupado com alguma coisa.
Do ângulo de Pâmela, ela só conseguia ver suas mãos bonitas dançando rapidamente sobre o teclado.
Seu perfil e postura eram como uma obra de arte, um deleite para os olhos.
Evaldo estava ocupado com o trabalho e nem levantou os olhos, mas de repente falou.
— Precisa que eu mude de posição?
Pâmela ficou confusa.
— Para que a Sra. Castro possa apreciar a vista com mais prazer.
Pâmela perguntou.
— Como eu vim parar no hospital?


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